Kim Kataguiri ataca Lula e Bolsonarô no debate presidencial; Renan busca visibilidade
Kim Kataguiri intensifica estratégia contra Lula e Bolsonarô buscando visibilidade no debate presidencial.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão – SP) liderou uma estratégia agressiva no domingo ao usar palavrões e vocabulário chulo durante as intervenções presidenciais dos candidatos.
A abordagem chamou atenção tanto aliados quanto membros de candidaturas rivais. O evento foi marcado por críticas generalizadas à ausência de Lula e Flávio Bolsonaro entre os participantes.
Debate presidencial: Ausências marcantes
Entre um total de 13 nomes na disputa, apenas três participaram do debate realizado neste último domingo; além disso, o ex – governador Romeu Zema (Novo), que também estava previsto para comparecer, não esteve presente no encontro em Brasília.
Os principais críticos durante a sessão foram Augusto Cury (Avante), Renan Santos e Ronaldo Caiado (PSD). Os candidatos fizeram questão de apontar repetidamente as faltas dos líderes políticos. Em cada câmera filmando o evento havia uma colinha com fotos tipodos presentes, evidenciando desconhecimento por parte das figuras públicas sobre quem realmente apresentou propostas naquele dia.
Estratégia do “pegar pesado”
A campanha de Renan Santos admitiu que um desafio central é aumentar seu reconhecimento nacionalmente entre os eleitores. Kim Kataguiri afirmou publicamente que a decisão deliberada foi justamente “pegar pesado” contra Lula e Flávio.
Segundo monitoramento da própria campanha, as menções feitas ao nome de Renan superam aquelas registradas pelos demais concorrentes na internet. Um membro ligado ao Movimento Brasil Livre reconheceu o risco dessa tática: embora possa chocar quem rejeita palavrões obscenos, ela visa tornar – lhe conhecido em faixas do público pouco engajado com política ou descontentes tanto com Lula quanto com Flávio.
Dados eleitorais no cenário
As pesquisas mostram um quadro complexo para os líderes políticos e seus adversários diretos. De acordo com a pesquisa Quaest divulgada dia 14 de agosto, Luiz Inácio Lula da Silva apresenta uma taxa de rejeição alta (52%), enquanto Flávio Bolsonaro registra índices ainda maiores (54%.
Leia também
Renan Santos concentrou suas críticas principalmente contra o presidente petista por considerar que sua entrevista na TV Record era “uma tentativa de sabotagem institucional descarada ao debate”. O candidato não poupou insultos em relação à figura presidencial.
Destaques dos demais candidatos
Ronaldo Caiado e as acusações. Por parte do PSD, partido onde está Ronaldo Caiado, um membro da executiva nacional avaliou a postura agressiva como bem – sucedida para aumentar seu conhecimento público. Contudo, ele também apontou essa tática como arriscada.
Gilberto Kassab, presidente localista que faz parte da chapa de apoio no PSDB (antigo nome), comentou sobre o estilo diferente: “O candidato tem outro jeito”.
Caiado aproveitou o debate para relembrar escândalos passados envolvendo aportes milionários feitos por Daniel Vorcaro na cinebiografia *Dark Horse*, filme dedicado à vida de Jair Bolsonaro. Ele mencionou ainda investigações contra Fábio Luís da Silva — conhecido pelo apelido Lulinha —, relacionadas a suposto tráfico de influência durante um governo Lula.
Augusto Cury e as propostas
Outro participante que chamou atenção foi Augusto Cury, escritor ligado ao Avante. O nome do candidato se tornou uma das buscas mais frequentes no Google naquela noite.
Ele criticou o presidente petista por considerar que “o país está ‘doente’ e ‘radicalizado’.”
Em relação às pautas políticas, ele defendeu a revogação da escala de trabalhoum ponto oposto aos defendidos por Renan Santos —, além de defender melhorias significativas para a educação brasileira.