Kim Jong-Un e Putin reforçam laços durante comemorações da independência da Coreia

Kim Jong-Un e Vladimir Putin destacam a importância da cooperação entre Coreia do Norte e Rússia em meio a crescentes tensões globais.

Kim Jong Un e Vladimir Putin em Pequim

No último domingo (16), o líder da Coreia do Norte, Kim Jong – Un, reafirmou os laços estreitos entre seu país e a Rússia em uma mensagem dirigida ao presidente Vladimir Putin. A declaração foi feita durante as comemorações do aniversário da independência do domínio japonês, que ocorreu no dia anterior, 15 de agosto.

A mensagem de Kim veio em resposta a felicitações de Putin pelo 81º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial. O presidente russo destacou que a relação construída quando soldados soviéticos lutaram contra o Japão e a cooperação entre as duas nações prosseguirá “em todos os setores”.

Ele expressou orgulho ao imaginar um futuro promissor para as relações bilaterais, enfatizando a continuidade da história de luta comum por justiça e das tradições de amizade.

Reforço das relações entre Pyongyang e Moscou

A aproximação entre Coreia do Norte e Rússia se intensificou desde que Pyongyang começou a enviar tropas e armamentos à Rússia. Esse movimento representa o maior envolvimento da Coreia do Norte em um conflito desde a década de 1950, sinalizando um alinhamento estratégico com Moscou em tempos de crescente tensão global.

A guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, é um dos principais fatores que têm moldado essa relação. Atualmente, a Rússia controla cerca de um quinto do território ucraniano e, ainda em 2022, Putin anunciou a anexação de quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Mesmo com os avanços lentos no leste da Ucrânia, o Kremlin não demonstra intenção de recuar dos seus objetivos militares.

Desdobramentos no conflito ucraniano

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, continua pressionando por negociações para um acordo de paz na região. Enquanto isso, a Ucrânia tem realizado ataques mais frequentes dentro do território russo, visando infraestrutura militar essencial.

Leia também

Apesar das afirmações de ambos os lados sobre não atingirem civis durante o conflito, milhares já perderam suas vidas — a maioria sendo ucranianos.

Estima – se que cerca de 1,2 milhão de pessoas tenham sido feridas ou mortas devido à guerra até agora. Tanto as forças russas quanto ucranianas mantêm sigilo sobre o número exato de baixas militares nas linhas de frente. O governo russo intensificou seus ataques aéreos e ofensivas com drones como parte da escalada contínua do conflito.