Khalid Sheikh Mohammed vai ao julgamento no Tribunal Militar Americano em Guantánamo

Khalid SheikhMohammed enfrenta julgamento no Tribunal Militar Americano, revivendo impactos dos ataques de 11/9.

HANDOUT / US GOVERNMENT / AFP

Khalid Sheikh Mohammed— o suposto cérebro por trás dos atentados de 1de setembro nos Estados Unidos em 200— irá a julgamento no mês de junho de 2028, conforme anunciou nesta quinta feira (27). A informação foi divulgada pelo porta voz do tribunal militar americano na base instalada em Guantánamo, que fica localizada em Cuba.

Mohammed está detido nessa prisão desde os anos anteriores; ele chegou à custódia da instalação há mais de duas décadas.

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Antes mesmo de ser preso formalmente em março de 2003, durante uma operação realizada no Paquistão, era amplamente considerado um dos principais auxiliares operacionais de Osama bin Laden, líder da Al Qaeda.

O histórico judicial e a detenção

Sua trajetória até o julgamento foi marcada por prisões secretas: Mohammed passou três longos anos sob vigilância das instalações confidenciais da CIA antes que fosse transferido para Guantánamo. Apesar do processo ter sido adiado diversas vezes ao longo desses períodos, houve mudanças significativas nos acordos judiciais.

No ano passado, ele teve retirado um acordo anterior onde teria confessado culpa em troca de descartar uma condenação à pena capital.

De formação engenheiro civil, Khalid Sheikh Mohammed afirmou publicamente ser quem idealizou os ataques de 1de setembro “de A a Z”. Ele também participou de diversos complôs importantes direcionados contra o território dos Estados Unidos, país no qual cursara seus estudos superiores.

Os atentados e crimes imputados

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A operação mais letal que lhe é atribuída foi justamente aquela ocorrida em novembro de 200 Os eventos resultaram na morte quase estimada por três mil pessoas após aviões sequestrados colidirem com as Torres Gêmeas de Nova York e atingir o Pentágono, localizado em Washington DC., enquanto um quarto avião caiu sobre uma área rural da Pensilvânia.

Além do ataque seminal de setembro de dois mil e um, Mohammed também está ligado a outros atos criminosos graves contra os Estados Unidos. Ele teria colaborado no atentando bomba realizado pelo World Trade Center em 1993, que vitimou seis indivíduos.

Em outro episódio chocante registrado nos anos seguintes à sua prisão, ele é acusado por ter decapitado pessoalmente o jornalista americano Daniel Pearl em 200 O contexto legal das prisões americanas

Os EUA utilizam Guantánamo — uma base naval isolada —, para manter militantes presos durante toda a chamada “guerra contra o terrorismo”, iniciada após os ataques de dois mil e um. Essa política visa impedir que acusados reivindiquem direitos garantidos pela legislação americana localidade da custódia militar.

As condições sob as quais esses prisioneiros são mantidos têm sido denunciadas repetidamente por violarem diversos padrões internacionais dos direitos humanos em várias ocasiões históricas. Em seu período máximo de ocupação, a prisão abrigou cerca de 800 detentos; grande parte desses indivíduos foi posteriormente transferida ou realocada para outros países do mundo.