Julgamento de Khalid Sheikh Mohammed adiado para junho de 2028

Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais arquitetos por trás do ataque terrorista nos Estados Unidos em setembro de 2001, está programado para enfrentar julgamento judicial ainda neste ano.
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Um porta – voz do tribunal militar americano na base de Guantánamo, localizada em Cuba, confirmou nesta quinta – feira que o suposto cérebro irá a júri popular somente em junho de 2028. O indivíduo permanece detido no local desde os anos iniciais da guerra contra o terrorismo e foi preso pela primeira vez em março de 2003, após ser localizado no Paquistão.
O histórico legal: detenção secreta até processo
Antes mesmo dos eventos ocorridos nos Estados Unidos, Mohammed já era considerado um auxiliar central para Osama bin Laden, líder máximo do grupo Al – Qaeda. Sua trajetória prisional é marcada por segredos; ele passou três longos anos retido dentro das instalações secretas pertencentes à CIA antes que fosse transferido oficialmente para a prisão instalada na base militar de Guantánamo.
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Ao longo desse período complexo e cheio de adiamentos judiciais, o caso dele foi repetidamente postergado pelos tribunais americanos. Inclusive no ano passado houve uma revogação importante: desistiu – se de acordo anterior em confissão culpa que poderia ter evitado sua condenação com pena capital.
Acusações graves sobre os atentados
Mohammed é um engenheiro por formação acadêmica – ele mesmo afirmou ser quem idealizou todos os detalhes dos ataques do 11 de setembro “de A a Z”. Ele participou não apenas da operação mais letal contra Washington DC., mas também está ligado a outros complôs significativos nos Estados Unidos, país onde estudou o Ensino Superior na juventude.
O ataque principal foi aquele ocorrido no dia 11/09/2001: sequestradores fizeram aviões colidirem com as Torres Gêmeas em Nova York e atingiram o Pentágono em Brasília (Washington). Um quarto avião caiu posteriormente um campo localizado na Pensilvânia.
Outras violações atribuídas. Além do evento de setembro de dois mil e um, Mohammed também é acusado por ter colaborado diretamente nos atentados bomba que ocorreram contra o World Trade Center durante os anos noventa. Segundo acusações registradas, este ataque resultou na morte de seis pessoas no local da explosão ocorrida naquele ano.
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Ele ainda teria sido responsável pelo decapitamento pessoal do jornalista americano Daniel Pearl em 2002.
O contexto das prisões militares
Os Estados Unidos utilizam a base naval isolada conhecida como Guantánamo para manter militantes presos desde o início daquilo que chamaram “guerra contra o terrorismo”, após as bombas atemorizarem Washington DC. e Nova York nos anos seguintes ao milênio.
A manutenção dos acusados nesse tipo de confinamento visa, principalmente evitar qualquer reivindicação por direitos garantidos pela legislação americana pelos próprios detentos ou seus representantes legais. As condições em que os prisioneiros são mantidos na prisão foram denunciadas várias vezes perante órgãos internacionais pelo descumprimento reiterado das normas básicas relativas aos diretos humanos do homem acorreado no localidade militarizada.]
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



