Kassio recua e libera canal do Lula em 48h, mas juristas pedem sua suspeição

Juristas protocolam pedido de suspeição contra Kassio Nunes Marques no TSE por suposto tratamento desigual entre canais de Lula e Bolsonaro.

O ministro Kassio Nunes Marques.

Um grupo de juristas protocolou nesta quinta-feira (15) um pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento alega que as decisões do magistrado no caso do canal “Exército do Lula” apresentam “indícios de medidas abusivas e incompatíveis com os parâmetros legais, com potencial de favorecer uma candidatura em detrimento de outra”.

O pedido será analisado pelo plenário da Corte.

Corregedor restabelece canal, mas com condição

No mesmo domingo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu pelo restabelecimento provisório do “Exército do Lula“. A medida, no entanto, só valeria após o registro oficial da ferramenta, o que foi feito na terça-feira (13).

O canal de apoiadores de Lula informou o registro ao TSE na terça, mesmo já estando em funcionamento. A situação contrasta com a de outros canais que, segundo o pedido dos juristas, não foram suspensos da mesma forma, mesmo sem registro prévio.

Juristas apontam tratamento desigual

O documento enviado ao TSE cita uma “eventual ausência” de fiscalização sobre canais bolsonaristas e uma “aparente disparidade” na condução dos dois casos. Os juristas pedem que a Corte verifique se houve tratamento isonômico por parte do tribunal.

Nesta quinta-feira, o plenário do TSE se reuniu para discutir o tema, em uma sessão considerada tardia por ocorrer entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A reunião foi convocada pelo presidente da Corte, o próprio ministro Kassio Nunes Marques, um dia após um novo encontro com as campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Canal volta ao ar em 48 horas

Após a reunião, Kassio Nunes Marques voltou atrás e autorizou a reabertura do canal “Exército do Lula”. A liberação deve ocorrer em até 48 horas, segundo a decisão do ministro.

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