Justiça torna Yasmin Cursino ré após denúncia pela morte de Thawanna em São Paulo

A Justiça de São Paulo aceitou, nesta segunda-feira (19), a denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo) contra a policial militar Yasmin Cursino Ferreira pela morte de Thawanna Da Silva Salmázio, em abril deste ano, na zona Leste de São Paulo.
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Com a decisão, ela se tornou ré por homicídio triplamente qualificado.
A promotoria também pediu que a policial pague aos familiares da vítima uma indenização mínima de R$ 1 milhão. Thawanna estava desarmada quando foi baleada durante uma abordagem policial.
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Promotoria aponta demora no socorro à vítima
Na denúncia, o MPSP afirma que não havia justificativa para o uso de força letal e que a abordagem dificultou a defesa de Thawanna. A acusação também considera a demora no atendimento um meio cruel.
Segundo o órgão, a vítima foi atingida no abdômen e ficou consciente e em sofrimento por 30 minutos, sem que fossem tomadas medidas para socorrê-la.
Disparo ocorreu durante abordagem em Cidade Tiradentes
Thawanna morreu após ser baleada por Yasmin durante uma discussão em Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo. Em depoimento, a policial afirmou que a vítima e o marido pareciam alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passou. A equipe, então, teria retornado para verificar a situação.
Luciano, marido de Thawanna, foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com a vítima. A policial declarou que Thawanna lhe deu um tapa e disse que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”
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Depois da morte, moradores do bairro e policiais militares se enfrentaram. A PM (Polícia Militar) informou que manifestantes interromperam a circulação de um ônibus na rua Luis Carlos Libay e tentaram atear fogo no veículo durante um protesto.
Yasmin foi afastada e teve arma apreendida
No dia 5 de abril, Yasmin foi afastada do cargo, e o DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) apreendeu a arma da policial. Ela não usava câmera corporal durante a ocorrência, mas o equipamento de um colega registrou a abordagem.
Em maio, a Justiça arquivou o processo contra Luciano por resistência durante a abordagem. O MPSP havia pedido o arquivamento e afirmou que a reação dele era compatível com a “tensão decorrente da abordagem violenta dos policiais”. A promotoria também sustentou que Luciano testemunhou o homicídio da própria esposa.
A CNN Brasil solicitou posicionamento da Polícia Militar e tenta contato com as defesas da policial e da família de Thawanna.
Editoria:
Redação Brasil
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