Justiça Eleitoral manda PF investigar origem de cartaz que cita marido de Raquel Lyra
A apuração deverá verificar se a imagem foi alterada, quem a produziu e se o cartaz relacionado a Fernando Lucena chegou a ser exibido em Recife.
A Justiça Eleitoral determinou nesta sexta – feira (4) que a Polícia Federal investigue a origem da imagem de um cartaz relacionado à morte do empresário Fernando Lucena, marido da governadora e candidata à reeleição (PSD). A decisão foi tomada pela juíza Anamaria de Farias Borba Lima Silva, após pedido apresentado pela coligação Frente Popular de Pernambuco, do adversário de Lyra ao governo pernambucano, (PSB.
A apuração deverá esclarecer quem produziu a fotografia do cartaz, se o material realmente existiu e se chegou a ser exibido em Recife. A imagem havia sido divulgada originalmente por um portal e passou a ser questionada pela campanha de Campos, que acionou a Justiça Eleitoral.
PF terá de identificar origem da imagem
Na decisão, a juíza determinou que a corporação investigue a autoria da fotografia e reúna informações técnicas sobre o arquivo. A Polícia Federal também deverá verificar quem encaminhou o material e se houve intervenção antes da publicação.
O objetivo é descobrir não apenas quem registrou o cartaz, mas também como a imagem circulou até ser divulgada. A Justiça quer esclarecer a sequência de envio do arquivo e apurar se o conteúdo sofreu alguma alteração antes de chegar ao portal.
A determinação inclui ainda a verificação da existência física do cartaz. A investigação deverá apontar se ele foi realmente produzido e exposto em Recife, como sugeria a imagem apresentada no pedido feito à Justiça Eleitoral.
A solicitação foi apresentada pela coligação Frente Popular de Pernambuco, ligada ao adversário de Lyra ao governo pernambucano, (PSB). A campanha de Campos levou à Justiça a fotografia do material originalmente divulgado por um portal.
Alegações da campanha de Campos
De acordo com a alegação da equipe, haveria elementos indicativos de vínculos profissionais entre integrantes do perfil e a equipe de comunicação de Lyra. A campanha citou, em específico, o videomaker.
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Com base nessa suspeita, a coligação pediu que a Justiça determinasse uma apuração sobre a origem da imagem e sobre a eventual relação entre as pessoas envolvidas na produção ou divulgação do conteúdo.
A investigação, portanto, deverá reunir dados sobre o autor da fotografia, o caminho percorrido pelo arquivo e a possível existência de alterações antes da publicação. Esses pontos foram incluídos entre as providências determinadas por Anamaria de Farias Borba Lima Silva.
A decisão também estabeleceu que o portal encaminhe as informações solicitadas no prazo de 48 horas. Entre os dados que deverão ser fornecidos estão os relacionados ao arquivo original e à forma como a imagem foi recebida.
Preservação do arquivo original
Além da ordem dirigida ao portal, a Justiça pediu à Meta, responsável pela plataforma Instagram, que preserve o arquivo original. A medida busca evitar a perda dos dados necessários para a perícia e para a reconstrução da trajetória da imagem.
A preservação poderá ajudar a identificar detalhes do arquivo e a comparar a versão original com o material que acabou sendo divulgado. A decisão não aponta, neste momento, quem produziu o cartaz ou confirmou que ele tenha sido exposto em Recife.
A CNN entrou em contato com a campanha de Raquel Lyra e aguarda posicionamento. Até a publicação da decisão, a investigação da Polícia Federal ainda dependia do recebimento das informações solicitadas pela Justiça Eleitoral.