Justiça Eleitoral autoriza expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã após crise interna

A Justiça Eleitoral autoriza a expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã. Entenda os motivos e as polêmicas que cercam essa decisão impactante!

(Imagem de reprodução da internet).

Aldo Rebelo tem expulsão do DC autorizada pela Justiça Eleitoral

A expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC) foi autorizada pela Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026. A decisão do juiz Tiago Ducatti atendeu a um pedido do partido, que, através de seu diretório nacional, instaurou um procedimento disciplinar contra o político.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a nota divulgada pelo DC na última sexta-feira, 22 de maio, Rebelo foi expulso sumariamente devido a “gravíssimos fatos e provas apurados”.

O partido também mencionou que fez “diversas tentativas de resolução harmoniosa”, que foram frustradas pela “reiterada intransigência do recém-filiado”. Após analisar a documentação apresentada, o juiz decidiu pela expulsão, com execução imediata e desfiliação retroativa à data da divulgação da decisão do partido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A equipe da CNN Brasil verificou no sistema da Justiça Eleitoral e confirmou que o nome de Aldo Rebelo não está vinculado a nenhum partido.

Causa da crise entre Rebelo e o DC

A crise entre Aldo Rebelo e o DC começou após sua substituição, no dia 16 de maio, pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Em entrevista à CNN, o presidente do partido, João Caldas, explicou que a troca ocorreu devido ao baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas eleitorais, enquanto o nome de Barbosa era mencionado por alguns eleitores.

Leia também

Apesar da mudança na chapa, Rebelo continuou a se apresentar como pré-candidato e participou de eventos e sabatinas.

Rebelo argumentou que a substituição de seu nome pelo de Barbosa poderia estar relacionada a um escândalo envolvendo a prefeitura de Maceió, onde, segundo ele, foram comprados R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió, sob a gestão do filho de João Caldas.

Em uma conversa recente, Rebelo afirmou que a escolha de Barbosa poderia ser uma manobra de Caldas para proteger seu filho.

Linha do tempo do caso

No dia 22 de maio de 2026, a Direção Executiva Nacional do Democracia Cristã se reuniu em São Paulo e decidiu, por unanimidade, pela expulsão de Aldo Rebelo. Na mesma data, a Direção Nacional comunicou oficialmente ao Juízo da Primeira Zona Eleitoral da Capital de São Paulo sobre a expulsão.

Em 25 de maio de 2026, o juiz eleitoral homologou a desfiliação de Rebelo do DC. No dia 26 de maio de 2026, os registros da Justiça Eleitoral confirmaram que Aldo Rebelo não integra mais os quadros do partido.

A nota oficial do Democracia Cristã repudiou os ataques de Aldo Rebelo, afirmando que suas atitudes não condizem com os valores do partido. A Direção Nacional destacou que, diante da intransigência do filiado e dos fatos apurados, decidiu pela abertura de um procedimento disciplinar, resultando em sua expulsão sumária.

Posição de Aldo Rebelo

Em resposta, Aldo Rebelo classificou a decisão como uma “homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação”. Ele argumentou que não houve um processo formal de expulsão iniciado pelo partido, o que tornaria a ação irregular. Rebelo afirmou que a filiação ou desfiliação é um ato individual e que o processo de expulsão requer um procedimento que não foi iniciado.

Ele declarou que todos os atos da direção do DC nesse sentido estão repletos de ilegalidades e, portanto, judicializados.