Justiça do Rio aumenta pena de Marcelo Piloto para 28 anos por assassinato no Paraguai
Justiça do Rio eleva pena de Marcelo Piloto, líder do CV, para 28 anos por homicídio triplamente qualificado no Paraguai.
O traficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, apontado como líder do Comando Vermelho (CV), teve a pena aumentada para 28 anos e 1 mês de prisão em regime fechado. A condenação, decidida pelo Tribunal do Júri da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, é pelo assassinato de Lidia Meza Burgos, uma jovem de 18 anos, ocorrido em 2018 no Paraguai.
Inicialmente, a pena havia sido fixada em 24 anos e 9 meses.
O crime foi caracterizado pela Justiça Federal como homicídio triplamente qualificado, com uso de dissimulação e com o objetivo de garantir a impunidade dos delitos praticados no Brasil. A vítima, que trabalhava como garota de programa, foi morta a facadas dentro da cela onde o réu estava preso, em um quartel da Polícia Nacional paraguaia.
Ela foi atingida por 53 golpes e não teve chance de defesa. Marcelo participou do julgamento por videoconferência, direto da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde está detido desde 2018.
O plano para evitar a extradição
O caso ganhou grande repercussão no Paraguai devido ao plano arquitetado por Marcelo Piloto. A ideia era que, ao cometer o crime no país vizinho, ele pudesse evitar uma possível extradição para o Brasil, sendo obrigado a cumprir apenas as penas relacionadas aos delitos cometidos em território paraguaio.
A estratégia, no entanto, não funcionou como o esperado.
Em novembro de 2018, a Justiça Paraguaia aceitou o acordo de extradição e entregou Marcelo para as autoridades brasileiras. Com a decisão, o traficante passou a responder também pelos crimes cometidos no Brasil, onde já era um nome conhecido das forças de segurança.
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Trajetória de Marcelo Piloto no Rio
Marcelo Piloto era apontado como o principal fornecedor de drogas do Comando Vermelho e chegou a liderar crimes no Complexo de Manguinhos, antes de fugir para o Paraguai. Ele também era reconhecido como um importante articulador do tráfico na zona Norte do Rio de Janeiro.
Após ser capturado no Paraguai, em 2017, o traficante confessou, em uma entrevista coletiva, sua participação no tráfico de drogas do Rio. Na ocasião, revelou ser o “principal fornecedor de drogas e armas” da facção. A sentença final, que aumentou a pena de Marcelo, foi determinada pela juíza federal responsável pela condução do júri, após a decisão dos jurados pela condenação.