Fernanda Melchionna, candidata a deputada pela UP, não declarou bens à Justiça Eleitoral

Professora, ativista do movimento de moradia e militante de esquerda, Fernanda Melchionna, 47 anos, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pela UP (Unidade Popular) nas eleições de 2026. A candidata integra uma chapa pura do partido, com Socorro Bayma e Lucilene Oliveira como suplentes.
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Natural de Tucuruí, no Pará, ela construiu sua trajetória política a partir da universidade e hoje atua na organização de famílias de baixa renda que lutam por moradia própria.
Formada em Educação Física pela UEPA (Universidade do Estado do Pará), Fernanda começou a militância no movimento estudantil. Ela participou da fundação da UESB (União dos Estudantes Secundaristas de Belém), ajudou a organizar grêmios escolares e esteve à frente de pautas ligadas à educação e à juventude na região metropolitana de Belém.
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Mais tarde, integrou o MLB (Movimento de Luta nos Bairros), onde coordena projetos habitacionais em diferentes bairros da capital paraense.
Trajetória política e bandeiras de campanha
A candidata já passou por outras siglas de esquerda. Pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade), foi eleita deputada estadual em 2006, deputada federal em 2010 e vereadora de Belém em 2012. Agora, concorrendo pela UP — partido que defende o socialismo e os movimentos sociais —, Fernanda foca suas propostas em políticas públicas para a classe trabalhadora.
Entre as principais pautas da campanha estão as políticas habitacionais, o combate à violência contra as mulheres e a defesa do fim da escala, regime de trabalho que alterna seis dias de serviço por um de descanso. A candidata também não declarou nenhum bem ou patrimônio à Justiça Eleitoral, algo que chama a atenção em um cenário político marcado por grandes declarações de fortuna.
Atuação no MLB e luta por moradia
Atualmente, Fernanda Melchionna dedica boa parte do seu tempo ao MLB, movimento que organiza famílias de baixa renda na busca por moradia digna. Ela já coordenou o projeto em diferentes bairros de Belém, ajudando a articular ocupações e negociações com o poder público.
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A experiência no movimento estudantil e nas ruas, segundo a candidata, moldou sua visão sobre a necessidade de moradia como direito fundamental.
A campanha de Fernanda também reflete o momento de tensão política nacional. Enquanto o time do presidente Lula enfrenta fogo amigo e ruídos internos, a candidata da UP tenta se firmar como uma voz independente da esquerda, sem ligações com o governo federal.
A aposta é em uma plataforma radical de transformação social, com ênfase na reorganização dos bairros e no fortalecimento dos movimentos populares.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



