Justiça do Rio afasta Pedrinho e conselheiros da SAF do Vasco da Gama por falta de transparência

A decisão judicial destaca a falta de transparência na gestão da SAF do Vasco, em meio a uma crise financeira que ultrapassa R$ 647 milhões em dívidas

23/06/2026 21:46

3 min

Pedrinho, presidente do Vasco, em entrevista coletiva
Pedrinho, presidente do Vasco, em entrevista coletiva

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na terça-feira, 23 de junho de 2026, o afastamento de Pedrinho e outros dois conselheiros do Conselho da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama. A decisão foi proferida pela juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do estado, em resposta a um pedido feito pela 777 Carioca, empresa que detém os direitos de gestão da SAF.

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Afastamento e Intervenção

Embora Pedrinho continue exercendo a função de presidente do clube, ele não possui mais controle sobre a administração da empresa. Além dele, os conselheiros Christiano Stockler Campos e Felipe Elias também foram afastados. Para assumir a gestão provisória da SAF, a advogada Samantha Longo foi nomeada como interventora.

Essa intervenção surge em um momento crítico para a instituição, que enfrenta sérios desafios financeiros.

O afastamento dos conselheiros foi fundamentado em constatações feitas pelo Conselho Fiscal da SAF. O relatório indicou que o conselho de administração não atendeu a solicitações essenciais de informações e documentos necessários para a transparência e a boa gestão da entidade.

Essa falta de colaboração levantou preocupações sobre a governança da SAF e contribuiu para a decisão judicial.

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Contexto Financeiro da SAF do Vasco

A situação financeira da SAF do Vasco é alarmante, com um patrimônio líquido negativo que chega a R$ 647 milhões. Esse cenário persiste mesmo após o processo de recuperação judicial ao qual a empresa se submeteu anteriormente. A gestão anterior também gerou polêmicas devido aos altos investimentos realizados, incluindo gastos que ultrapassam R$ 100 milhões em contratações de jogadores somente no ano de 2026.

A situação crítica levanta questões sobre o futuro da SAF e as estratégias que serão adotadas pela nova interventora na tentativa de reverter esse quadro negativo. O desafio será não apenas estabilizar as finanças, mas também restaurar a confiança dos torcedores e investidores na capacidade do clube de se reerguer após um período conturbado.

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Além das implicações financeiras, o afastamento dos conselheiros pode impactar diretamente nas decisões estratégicas do clube nos próximos meses. O novo comando terá que lidar com as expectativas dos torcedores e as exigências do mercado esportivo em um contexto cada vez mais competitivo.

A decisão judicial reflete uma busca por maior responsabilidade na gestão da SAF e pode ser vista como um passo necessário para garantir que o Vasco consiga superar suas dificuldades financeiras e administrativas. Com isso, espera-se que o clube possa se reorganizar e buscar melhores resultados tanto dentro quanto fora dos campos.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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