Justiça de São Paulo ordena fechamento da academia C4 GYM após tragédia na piscina
Justiça de São Paulo determina o fechamento da academia C4 GYM após tragédia com morte e intoxicação. Entenda os desdobramentos desse caso impactante.
Justiça de São Paulo determina fechamento da academia C4 GYM
A Justiça de São Paulo decidiu pelo fechamento da academia C4 GYM, localizada na zona Leste da cidade, após a morte de uma mulher por intoxicação e o mal-estar de quatro pessoas que utilizaram a piscina do local em fevereiro de 2026. A determinação foi emitida pela 16ª Vara da Fazenda Pública no dia 21 de maio, permitindo a reabertura das “áreas secas” do estabelecimento, mas mantendo a piscina interditada.
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Segundo o documento judicial, a empresa tentava anular a decisão de fechamento imposta pelo governo e as multas municipais. A sentença destacou que a recusa da liminar que permitia o funcionamento se baseou na falta de licença válida, riscos à segurança e na inadequação da via judicial escolhida.
Nota da defesa da academia
Em comunicado à CNN Brasil, a defesa da C4 GYM afirmou que acatará a decisão judicial. A nota diz: “A defesa da academia C4 GYM informa que a liminar que autorizava o funcionamento da unidade Parque São Lucas foi suspensa. A empresa cumprirá integralmente a decisão judicial e manterá as atividades paralisadas enquanto perdurar a determinação.
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Reiteramos nosso respeito às instituições, mas adotaremos as medidas cabíveis e apresentaremos recurso, buscando a revisão da decisão pelos meios legais. A C4 GYM reforça seu compromisso com o bem-estar e o atendimento responsável aos alunos, e seguirá aguardando o andamento das apurações, respeitando o devido processo legal.”
Relembre o caso
Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, faleceu após passar mal durante uma aula de natação na academia, no bairro Parque São Lucas, em 7 de fevereiro de 2026. Além de Juliana, outras quatro pessoas foram hospitalizadas. Ela era professora formada em Pedagogia, com pós-graduação em Alfabetização e Letramento, e atuava na área há cerca de seis anos.
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Câmeras de segurança registraram um homem, identificado como o responsável, manipulando produtos químicos para a piscina com cloro adulterado. A Polícia Civil de São Paulo indiciou os três proprietários da C4 GYM por homicídio em decorrência da morte da professora.
O caso revela falhas graves, desde o desrespeito às normas trabalhistas até a falta de qualificação técnica do funcionário encarregado da manutenção química da água, que era um manobrista do estacionamento e trabalhava no local há cerca de três anos.