Justiça converte prisão de Diogo dos Santos Serpa, que se passava por médico, em preventiva no Rio

A conversão da prisão de Diogo dos Santos Serpa em preventiva visa evitar novos atendimentos fraudulentos e proteger a segurança das crianças em tratamento.

Montagem da polícia prendendo falso médico que atendia criança com tumor cerebral no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu converter em prisão preventiva a detenção de Diogo dos Santos Serpa, acusado de se passar por médico e atender crianças com câncer. A prisão ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante um atendimento domiciliar a uma paciente de 10 anos diagnosticada com meduloblastoma grau IV, um tipo agressivo de tumor cerebral.

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A juíza Andressa Maria Ramos Ramundo tomou a decisão durante audiência de custódia, justificando que a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar a continuidade das ações ilegais atribuídas ao suspeito.

Serpa foi preso na tarde de quinta – feira (6), no bairro Jardim Pitoresco, por agentes da 63ª Delegacia de Polícia (Japeri). Os policiais chegaram ao local enquanto o investigado finalizava um atendimento. Ele já havia atendido a criança desde outubro de 2025, realizando pelo menos seis visitas domiciliares.

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Durante esses atendimentos, Diogo supostamente prescreveu medicamentos e solicitou exames, utilizando documentos falsificados que pertenciam a profissionais habilitados.

Fraude descoberta pela família

A fraude foi descoberta quando a mãe da paciente notou inconsistências nas receitas médicas apresentadas por Serpa. Ao verificar o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina), a família percebeu que a foto do profissional utilizado não era do homem que estava atendendo sua filha.

Durante a abordagem policial, os agentes chamaram Diogo pelo nome do verdadeiro médico cujo registro estava sendo usurpado. O suspeito reconheceu o chamado e se apresentou.

Na operação, foram apreendidos diversos materiais que reforçam as suspeitas contra ele, incluindo carimbos e blocos de receituário com nomes de médicos reais, além de receitas já preenchidas. Para a Polícia Civil, esses itens indicam que a prática pode ter sido recorrente e não apenas uma ação isolada.

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Consequências legais e investigações em andamento

A polícia indiciou Serpa por cinco tipos penais relacionados ao uso de documento falso, falsa identidade e estelionato tentado, colocando em risco a vida e saúde das pessoas atendidas. A juíza destacou em sua decisão que as ações do investigado não só violam leis como também representam um sério risco à coletividade, especialmente considerando que ele atendia pacientes vulneráveis.

Além do caso atual, Diogo dos Santos Serpa é alvo de investigações em outros quatro inquéritos relacionados a falsidade ideológica e furtos em farmácias. Até agora, não há condenações transitadas em julgado contra ele. A Polícia Civil segue apurando se Serpa possui formação na área da saúde e busca identificar outras possíveis vítimas dos atendimentos realizados sem autorização legal.