Julho das Pretas: artigo defende enfrentar o patriarcado sem reproduzir violências coloniais
O mês de julho se tornou um dos momentos políticos mais importantes do calendário antirracista latino-americano. O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, é “um chamado à memória, à denúncia e à construção de novos horizontes de justiça social”, diz artigo de opinião publicado pelo Brasil de Fato RJ.
O texto lembra que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência doméstica, do feminicídio, da precarização do trabalho e da falta de políticas públicas no Brasil. “No Brasil, ele possui cor, território e classe social. Mulheres negras morrem mais. São menos protegidas pelo Estado”, afirma o autor sobre o feminicídio, citando a perspectiva da interseccionalidade desenvolvida por Carla Akotirene.
O artigo defende um compromisso “inegociável” com a vida das mulheres negras, mas pondera que essa luta exige cuidado para não reproduzir outras violências históricas da colonialidade. O autor relata uma reunião de pessoas negras em que todos os homens presentes foram chamados de machistas por terem nascido homens e diz que a fala, embora nascida de uma indignação legítima, levanta uma inquietação necessária ao movimento negro.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi revisado e corrigido com base na fonte original.
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