Julgamento de Duane “Keffe D” Davis por assassinato de Tupac Shakur começa 30 anos após o crime
O julgamento marca um momento crucial na busca por justiça, reavivando discussões sobre a violência no hip-hop e o legado de Tupac Shakur.
O julgamento de Duane “Keffe D” Davis, suspeito de matar o rapper Tupac Shakur, teve início nesta segunda – feira (10) em um tribunal de Las Vegas, Estados Unidos. O crime ocorreu há 30 anos e Davis é o único suspeito vivo relacionado ao caso.
Ele se declarou inocente em 2023, quando a juíza distrital Tierra Jones, do Condado de Clark, exigiu que ele apresentasse sua declaração de culpa ou inocência.
Tupac foi atingido por quatro tiros e faleceu seis dias depois do ataque. Na época do crime, ele tinha apenas 25 anos. As autoridades afirmam que a emboscada foi uma retaliação a um ataque contra Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, que teria sido agredido pelo rapper e sua gangue.
Detalhes do crime e defesa
Davis afirmou em depoimentos que estava na parte da frente de um Cadillac branco quando os disparos foram feitos contra Tupac, vindos do banco traseiro do veículo. A defesa argumenta que ele apenas presenciou o ataque e não manuseou a arma que resultou na morte do artista.
Contudo, as investigações não trouxeram informações sobre quem realmente disparou as balas fatais. Testemunhas oculares da época também falharam em esclarecer os detalhes do ocorrido.
A história violenta de Tupac começou muito antes de seu assassinato. Em 1993, ele foi acusado de atirar em dois policiais durante uma briga em Atlanta. Embora as acusações tenham sido retiradas posteriormente, no ano seguinte, o rapper enfrentou um problema ainda maior: uma fã alegou que ele havia abusado sexualmente dela em um hotel.
Naquela ocasião, o The New York Times noticiou que Tupac se declarou inocente, afirmando que o encontro foi consensual.
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Consequências e envolvimento com gangues
No decorrer do julgamento referente à acusação de abuso sexual, Tupac foi atacado em um estúdio de gravação em Nova York e levou cinco tiros ao tentar escapar da situação. Após passar por cirurgia, ele compareceu ao tribunal com várias sequelas e acabou condenado a 18 meses de prisão.
Posteriormente, recorreu da sentença e fez um acordo com Marion “Suge” Knight, executivo da Death Row Records, para obter recursos financeiros a fim de pagar sua fiança e permanecer livre.
A relação entre Tupac e Knight intensificou seu envolvimento com gangues rivais que competiam pela fama na cena do hip – hop da Califórnia. Essa conexão acabou alimentando um clima de violência entre os grupos, culminando em ataques fatais nos anos seguintes.