Jovens de 14 anos denunciam estupro coletivo em escola no Cabo de Santo Agostinho

A investigação da Polícia Civil busca responsabilizar os envolvidos e garantir a segurança das alunas, enquanto a escola enfrenta críticas pela gestão do caso.

08/08/2026 16:40

3 min

Viatura da Polícia Civil de Pernambuco
Viatura da Polícia Civil de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco está apurando uma denúncia de estupro coletivo que teria ocorrido dentro de uma escola da rede estadual, localizada no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O caso, que envolve duas adolescentes de 14 anos, teria acontecido no início deste mês durante o intervalo das aulas.

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Na manhã de quarta – feira (5), a Polícia Militar foi acionada para verificar a situação. Conforme informações da PM, o 18º Batalhão recebeu o chamado e se dirigiu à unidade escolar. A direção da escola informou que tomou conhecimento da denúncia dois dias antes, relatando também que outra aluna havia denunciado um caso de importunação sexual em uma ocasião anterior.

Relatos das vítimas

Luanny Porto, advogada que representa as vítimas, revelou à CNN Brasil detalhes sobre o incidente mais recente. Segundo ela, durante o intervalo após a merenda, uma adolescente retornou à sala de aula e foi atacada por um grupo de estudantes. Os agressores apagaram as luzes e a derrubaram com uma rasteira antes de iniciar as agressões.

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A advogada ainda mencionou que a vítima foi ameaçada para não contar nada à sua família.

A jovem chegou em casa visivelmente abalada e, conforme relato da mãe, passou o dia em silêncio e sem conseguir dormir direito. Após contar à direção da escola sobre o ocorrido, a adolescente ficou sabendo que a gestão pretendia resolver a situação internamente.

No dia seguinte, ao enviar uma mensagem à mãe durante as aulas, esta foi até a escola e tomou ciência do caso.

Conforme Luanny, a diretora chamou a atenção da vítima por ter contado à mãe sobre o ocorrido. Após esse primeiro relato, outra adolescente também se manifestou e contou à sua mãe que havia sido vítima de situação semelhante. Ambas as famílias registraram boletins de ocorrência e levaram as garotas ao IML (Instituto de Medicina Legal) para exames.

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Medidas adotadas e resposta das autoridades

As adolescentes envolvidas são algumas das poucas meninas em uma turma composta por cerca de 27 alunos. Uma das mães já havia solicitado a transferência da filha para outra turma, mas essa solicitação não foi atendida até o momento. Luanny informou que os alunos apontados como suspeitos foram suspensos pela escola, mas as famílias das vítimas pediram transferências para outras unidades ou turmas em busca de segurança.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso ocorrido no dia 3 de agosto no Cabo de Santo Agostinho. Por envolver menores de idade, os detalhes da investigação seguem sob sigilo para proteger as vítimas. A Polícia Militar também comunicou que os responsáveis pelos estudantes envolvidos foram convidados pela direção da escola a comparecer na unidade nesta quarta – feira.

Como não houve flagrante no momento do atendimento policial, ninguém foi detido até agora. A CNN Brasil tenta contato com a escola e mantém espaço aberto para novos esclarecimentos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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