Jornalistas marroquinos protestam em coletiva de Didier Deschamps antes de Marrocos x França
Jornalistas marroquinos expressam descontentamento após serem excluídos de perguntas a Didier Deschamps, em meio a um clima tenso antes do jogo decisivo.
A véspera do confronto entre Marrocos e França, que ocorre nesta quinta – feira (9), às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, foi marcada por tensão. Durante a coletiva de imprensa realizada na quarta – feira, jornalistas marroquinos protestaram ao perceber que não teriam a oportunidade de fazer perguntas a Didier Deschamps antes que a entrevista fosse encerrada.
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O treinador francês falou por aproximadamente 20 minutos, seguindo o protocolo da Fifa, enquanto a assessoria da Federação Francesa de Futebol priorizou repórteres franceses e aceitou apenas uma pergunta em espanhol e outra em inglês.
Quando a coletiva foi dada como encerrada, os jornalistas marroquinos expressaram sua insatisfação em voz alta. Deschamps chegou a se levantar para deixar o local, mas decidiu voltar e respondeu a mais uma pergunta, embora visivelmente incomodado. Ele justificou sua saída ao mencionar um longo trajeto até o hotel e compromissos com os jogadores e treinamento. “Se 50 levantam a mão, eu não posso responder 50 perguntas”, afirmou antes de conceder sua resposta final.
Expectativas para o jogo
O duelo entre Marrocos e França é uma reedição da partida realizada no Catar, onde os franceses venceram por 2 a 0, eliminando os africanos. Agora, Marrocos busca se redimir e avançar à semifinal. Quem vencer enfrentará Espanha ou Bélgica na próxima fase.
A França está em busca de alcançar sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo, feito apenas igualado pelo Brasil.
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Marrocos também tem motivos para celebrar: se avançar, será a segunda vez que chega às semifinais de um Mundial. A rivalidade entre as seleções vai além do esporte; parte do território marroquino foi protetorado francês entre 1912 e 1956. Essa história se reflete nas grandes comunidades de origem marroquina presentes na França e na Espanha.
Laços históricos entre países
A conexão histórica entre Marrocos e França é visível nos elencos das duas seleções. Juntas, somam 29 jogadores com laços diretos: seis defendem Marrocos, incluindo Ayyoub Bouaddi, Gessime Yassine, Issa Diop, Neil El Aynaoui, Redouane Halhal e Samir El Mourabet.
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Além disso, Brahim Diaz, Achraf Hakimi e Saibari nasceram na Espanha, enquanto o técnico Mohamed Ouahbi é natural da Bélgica.
No que diz respeito às escalações para o jogo de hoje, há algumas indefinições importantes. Mohamed Ouahbi enfrenta incertezas no ataque devido à condição física de Saibari, recém – contratado pelo Bayern de Munique. Ele saiu machucado durante a partida contra o Canadá e sua participação só será confirmada horas antes do início do jogo.
Na seleção francesa, Deschamps também lida com dúvidas. Tchouameni é uma incógnita após ter se lesionado durante a classificação contra o Paraguai; Manu Koné deve assumir seu lugar caso ele não consiga jogar. Além disso, Bradley Barcola e Desiré Doué disputam a última vaga no ataque titular.