Jorginho Mello busca reeleição em Santa Catarina com apoio da direita
As eleições de 2026 em Santa Catarina devem opor o governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição, a uma esquerda fragmentada que tenta desafiar sua liderança. O primeiro turno será em 4 de outubro.
Desafios da esquerda em Santa Catarina
Segundo o analista Rodrigo Sartoti, doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a esquerda catarinense enfrenta um desafio considerável. Em entrevista ao especial sobre eleições do programa É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, ele afirmou que os principais nomes progressistas já reconhecem essa dificuldade e buscam se articular em torno de Gelson Merisio (PSB), de olho em um possível segundo turno.
“A conjuntura atual exige um nome com maior apelo centrista para garantir efetividade na disputa, tanto no segundo turno quanto para assegurar representação nas duas vagas do Senado”, explica Sartoti.
Ele também ressaltou o impacto da desistência de Marcelo Brigadeiro (Missão) da pré-candidatura ao governo. Segundo o analista, a decisão, embora pequena em termos eleitorais, pode favorecer Jorginho Mello e aumentar as chances de o PL vencer no primeiro turno. “Mesmo um pequeno percentual de intenções de voto pode ser decisivo nesse cenário”, afirma.
Cenário político favorável à direita
As pesquisas em Santa Catarina indicam que a disputa pelo Senado é liderada por nomes bolsonaristas, como Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro (PL). O ex-deputado federal Décio Lima (PT) aparece em terceiro lugar. Apesar do cenário favorável à direita, Sartoti ressalta que as eleições costumam surpreender os analistas.
Ele cita o exemplo de 2018: “Lucas Esmeraldino, candidato mais alinhado ao bolsonarismo, era considerado favorito nas pesquisas iniciais. No entanto, na hora da votação, dois políticos tradicionais venceram: Esperidião Amin e Jorginho Mello”.
Sartoti elogia a escolha de Décio Lima como nome do campo progressista para o Senado. “Estamos falando de um candidato capaz, com potencial eleitoral que pode passar de 20% dos votos. A escolha do perfil dele é uma decisão estratégica”, declara.
O analista também aponta que a falta de vínculo de Carlos Bolsonaro com Santa Catarina e a percepção negativa sobre ele no estado podem beneficiar Décio Lima.
O resultado dependerá da capacidade de articulação dos partidos e do engajamento dos eleitores catarinenses em 4 de outubro.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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