Jardim isenta batedores do Flamengo após eliminação: “Eles batem melhor do que eu”

Após o 0 a 0 no Maracanã, o Flamengo parou em Muslera, perdeu por 3 a 2 nos pênaltis para o Estudiantes e Jardim diz ter escalado os mais experientes depois.

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Leonardo Jardim durante o jogo entre Flamengo e Estudiantes pela semifinal da Libertadores.

O técnico Leonardo Jardim explicou por que escolheu os batedores do Flamengo na disputa de pênaltis que eliminou o time diante do Estudiantes, na semifinal da Copa Libertadores, no Maracanã. Após o 0 a 0 no tempo normal, os argentinos venceram a série por 3 a 2.

Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique pararam no goleiro Muslera. Arrascaeta e Léo Pereira marcaram para o Rubro-negro carioca, enquanto os visitantes desperdiçaram apenas uma cobrança e ficaram com a vaga na decisão.

Jardim diz que apostou nos jogadores mais experientes

Na entrevista coletiva da noite de quinta-feira (22), o treinador afirmou que a experiência pesou na definição dos cobradores. Segundo ele, a opção foi por atletas acostumados a bater pênaltis em clubes e seleções.

“No futebol, só erra quem bate. Não coloquei os mais jovens, coloquei os mais consagrados, que estão habituados a bater pênaltis nos clubes e nas seleções. Mas só falha quem está lá dentro, e eles tentaram. Mais do que ninguém, queriam fazer o gol. Não vale a pena apontar o dedo aqui”, disse.

Jardim não culpou individualmente quem errou e deixou claro que a forma de bater fica a critério de cada atleta. “Sinceramente, não é agora, que sou treinador do Flamengo, que vou ensinar jogadores desse nível, alguns deles com centenas de jogos, a bater pênaltis. Com certeza, eles batem melhor do que eu”, afirmou.

O técnico completou que os jogadores precisam tomar as próprias decisões. “Com certeza, não é o treinador que vai falar: ‘Bate no lado, bate no meio, bate rasteiro’. Cada jogador tem que assumir a responsabilidade, sejam os nossos ou os do adversário.”

Elenco treinou pênaltis em duas sessões na semana

O Flamengo já se preparava para a possibilidade de decisão nas cobranças. De acordo com Jardim, o grupo teve um período final dedicado aos pênaltis em duas sessões de treino ao longo da semana.

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“Muitos deles, na série de três cobranças, tiveram 100% de eficácia. Mas, como disse, agora é fácil eu estar aqui apontando o dedo. A responsabilidade é sempre do treinador, e os jogadores deram o seu melhor, tanto nos pênaltis quanto no jogo”, declarou.

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