Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após investigação da Compliance Zero

Senador do PT-BA foi alvo da 9ª fase da operação, que também atingiu o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

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A Polícia Federal citou a compra de ingressos para camarote em favor de familiares do senador Jaques Wagner (PT-BA) em investigação sobre a relação ilícita entre gestores do Banco Master e o congressista. | Sérgio Lima/Poder360 – 2.abr.2024 | Foto: Reprodução
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou nesta quarta-feira (24) a liderança do governo no Senado. O anúncio veio poucas horas depois de uma reunião com o PT.

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Investigação da Operação Compliance Zero

A saída ocorre após Wagner ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada em 18 de junho. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e instituições financeiras, incluindo o Banco Master.

“Minha prioridade absoluta é provar minha inocência”, declarou o senador após a reunião. “Estarei me dedicando à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição ao Senado.”

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Em nota divulgada pelo Poder360, Wagner afirmou: “A situação é delicada. Não sou réu de nenhum processo relacionado aos fatos investigados.”

Na operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. As medidas cautelares incluem a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes. Segundo a investigação, os fatos podem configurar crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Empresário Augusto Ferreira Lima também é alvo

A investigação também atingiu o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e ligado ao Banco Pleno. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a defesa de Wagner afirmou que “o apartamento mencionado jamais fez parte de seu patrimônio” e que “os valores em espécie apreendidos são fruto de diárias legais”. O senador disse estar disposto a colaborar com as investigações.

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Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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