Em um movimento que intensifica as tensões na região, o Japão instalou na terça-feira, 31 de março de 2026, seu primeiro pacote de mísseis de longo alcance em um quartel na província de Kumamoto, localizada no sudoeste do país. A província possui uma posição estratégica voltada para o Mar da China Oriental, separando o Japão da China, um fator que contribui para a importância desta decisão.
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Os mísseis representam uma modernização do modelo Tipo-12, com capacidade de atingir até 1.000 quilômetros, o que os torna capazes de alcançar a cidade de Xangai, um importante centro econômico chinês.
O desenvolvimento e a produção dos equipamentos foram realizados pela japonesa Mitsubishi Heavy Industries. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, enfatizou que esta instalação representa um avanço significativo no sistema de defesa do país, respondendo ao que ele descreveu como um ambiente de segurança “severo e complexo, pós-guerra”.
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Koizumi destacou a importância da medida para fortalecer a dissuasão e a capacidade de resposta do Japão, demonstrando a determinação do país em se defender.
Além dos mísseis em Kumamoto, o Japão também instalou um sistema de armas destinado à defesa de ilhas na província de Shizuoka, situada a oeste de Tóquio. A província de Kumamoto, onde os mísseis foram posicionados, possui uma localização geográfica que a torna voltada para a costa leste da China.
Essas movimentações ocorrem em um contexto de crescente tensão entre os dois países.
As relações diplomáticas entre Japão e China estão interrompidas desde novembro de 2025, após um confronto entre as duas nações. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, comentou sobre o anúncio japonês na quarta-feira, 1º de abril, expressando preocupação com a expansão da autodefesa japonesa. Mao Ning alertou que a instalação representa uma ameaça à comunidade internacional, devido à sua violação de acordos internacionais, e acusou forças de direita no Japão de promoverem uma política de segurança ofensiva e expansionista, com implicações para a paz e a estabilidade regional.
A comunidade internacional foi chamada a estar atenta à situação.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.
