Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o mercado, e mantém ROAE de 23,6%

Maior banco privado do país supera Santander Brasil (ROE de 11,9%) e Bradesco (16,1%) em rentabilidade, mas a inadimplência acima de 90 dias sobe para 2%.

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Itaú (ITUB4): logo do banco Itaú | Foto: Reprodução/Money Times
Itaú (ITUB4): logo do banco Itaú | Foto: Reprodução/Money Times

O Itaú Unibanco (ITUB4) somou lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26). O resultado cresceu 6,7% na comparação anual e 2,5% frente ao trimestre anterior.

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O número ficou praticamente em linha com o que o mercado esperava. O consenso da Bloomberg projetava lucro médio de R$ 12,584 bilhões. Em nota, o CEO Milton Maluhy Filho atribuiu a consistência dos resultados a “uma estratégia de longo prazo, sustentada pela disciplina na gestão, pela concessão responsável de crédito e pela qualidade da nossa carteira”.

Itaú chega ao balanço com rentabilidade sob comparação com concorrentes

O balanço ganha peso porque o Santander Brasil (SANB11) e o Bradesco (BBDC4) já haviam apresentado resultados que preocuparam investidores. O Itaú, o maior banco privado do país, precisa mostrar que consegue manter a rentabilidade alta e preservar a qualidade da carteira de crédito em um cenário mais difícil.

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O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) chegou a 23,6%. A alta foi de 0,3 ponto percentual na comparação anual, mas o indicador ficou 0,7 pp. abaixo do trimestre anterior.

A distância para os concorrentes segue grande. O Santander Brasil encerrou o trimestre com ROE de 11,9%, depois de uma queda de 28% no lucro líquido. Já o Bradesco fechou com rentabilidade de 16,1%.

Inadimplência volta a dar sinal no balanço do Itaú

A carteira de crédito ampliada do Itaú cresceu 10,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e avançou 2,2% frente aos três meses anteriores. O total chegou a R$ 1,54 trilhão.

Esse crescimento vem acompanhado de um alerta. Pela primeira vez em muitos meses, os calotes voltaram a aparecer no balanço. A inadimplência acima de 90 dias (NPL) subiu 0,1 ponto percentual tanto na comparação anual quanto na trimestral e fechou o período em 2%.

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As provisões para perdas com crédito (PDD), valores reservados para cobrir eventuais calotes, aumentaram 9,6% em relação ao mesmo período de 2025 e somaram R$ 10,7 bilhões. Já o custo do crédito subiu 10,2% na comparação anual e 2,7% frente ao trimestre anterior, totalizando R$ 10,4 bilhões.

Margem financeira sobe 7,8% e despesas somam R$ 17,1 bilhões

A margem financeira, que reúne os resultados das operações de crédito e de tesouraria, fechou o trimestre em R$ 34,6 bilhões, com alta de 7,8% sobre um ano antes. A margem com clientes avançou 6,9% na base anual e 2,6% no trimestre, para R$ 33,3 bilhões.

A margem com o mercado, que reflete a tesouraria, saltou 46,9% na comparação anual e 42,3% na trimestral, chegando a R$ 1,3 bilhão. As receitas com prestação de serviços ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,2% frente ao trimestre passado e queda de 0,1% na comparação anual.

O total foi de R$ 11 bilhões.

Do lado dos custos, os gastos não decorrentes de juros subiram 2,4% em relação ao trimestre anterior e 1,7% frente ao mesmo período de 2025, encerrando o trimestre em R$ 17,1 bilhões. Segundo a análise apresentada no balanço, o controle dessas despesas é outro fator importante para sustentar a rentabilidade do banco.

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