Israel deporta ativista brasileiro Thiago Ávila após detenção polêmica em Gaza

Israel deporta Thiago Ávila, ativista brasileiro, após detenção polêmica. Entenda as reações do Brasil e da Espanha e o contexto da situação em Gaza.

Deportação de ativista brasileiro por Israel

Na madrugada deste domingo (10), Israel deportou o ativista Thiago Ávila, que estava preso desde 29 de abril, quando forças israelenses interceptaram uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Além de Ávila, outro indivíduo, Saif Abu Keshek, também foi deportado.

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A confirmação das deportações foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em uma publicação no X.

No comunicado, Israel declarou que “após a conclusão de sua investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje”. O ministério ainda afirmou que Abu Keshek era suspeito de ter ligações com uma organização terrorista, enquanto Ávila era acusado de atividades ilegais, ambas as partes negaram as acusações.

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Reações do Brasil e da Espanha

Os governos do Brasil e da Espanha consideraram a detenção ilegal, conforme informações do Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel. O grupo de direitos humanos Adalah, que auxiliou na defesa legal de Ávila, também declarou que a detenção era ilegal.

O grupo informou que ambos foram notificados sobre a liberação da detenção no sábado (9) e que seriam entregues às autoridades de imigração até a deportação.

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“O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, afirmou o grupo. As autoridades israelenses não puderam ser contatadas para comentar a situação.

Eles mantiveram Ávila e Abu Keshek sob suspeita de crimes, incluindo auxílio ao inimigo e contato com um grupo terrorista.

Contexto da situação em Gaza

A Faixa de Gaza é amplamente administrada pelo grupo militante palestino Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel e por muitos países ocidentais. O ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 desencadeou a guerra em Gaza, resultando em um grande número de desabrigados e na dependência de ajuda humanitária, que, segundo as agências, está chegando de forma lenta.