A polícia francesa intensificou a investigação sobre uma possível tentativa de ataque terrorista contra uma agência do Bank of America em Paris, ocorrida no sábado (28.mar.2026). O ministro do Interior, Laurent Nuñez, declarou que há uma “ligação direta” com Teerã devido ao modus operandi utilizado na ação, que se assemelha a ataques recentes na Holanda e na Bélgica, reivindicados por grupos com apoio iraniano.
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O incidente, que envolveu a apreensão de cinco indivíduos, gerou um inquérito formal pela Procuradoria Nacional Antiterrorismo. Policiais visualizaram dois suspeitos próximos à agência bancária localizada no 8º arrondissement da capital francesa, marcando o início da operação de detenção.
Apesar da suspeita em Paris, o cenário diplomático é marcado por divergências. O presidente dos Estados Unidos, um republicano, afirmou que Teerã está “concordando com o plano” proposto por Washington para encerrar o conflito na região, oferecendo uma lista de 15 exigências.
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O governo iraniano, por sua vez, negou qualquer negociação direta com os EUA, afirmando que as mensagens foram transmitidas por intermediários e continham “exigências excessivas e descabidas”. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em uma entrevista na segunda-feira (30.mar).
A situação se agravou com declarações do comando militar iraniano. O porta-voz Ebrahim Zolfaghari indicou que residências de autoridades norte-americanas e israelenses se tornaram “alvos legítimos”, após o Irã alertar o presidente Trump sobre o envio de tropas dos EUA para um “pântano da morte”.
O Washington Post reportou, no mesmo fim de semana, que o Pentágono está considerando possíveis operações terrestres no Irã. Adicionalmente, no sábado (28.mar), milhares de fuzileiros navais chegaram à região a bordo do navio USS Tripoli. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressou a convicção de que o país pode atingir seus objetivos sem a necessidade de uma invasão terrestre.
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Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
