Irã registra velório maciço após bombardeios EUA-Israel

Velório maciço demonstra força nacional iraquiana em meio aos bombardeios EUA-Israel; cenário reacende expectativas por acordo geopolítico.

Multidão foi acompanhar cortejo fúnebre e se despedir do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, assassinado em fevereiro

Milhões se reuniram em um velório maciço no Irã na data de falecimento do líder Supremo iraniano; o evento ocorreu justamente quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o país.

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A estimativa oficial aponta que cerca de 20 milhões de pessoas foram às ruas para prestar homenagens ao Aiatolá, aproveitando a ocasião também para protestar publicamente contra os governos Donald Trump nos EUA e Benjamin Netanyahu. O secretário nacional de Segurança do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, fez uma declaração incisiva durante as manifestações: “Mantenham os olhos fixos no Irã nos próximos dias.

Este é mesmo Irã que vocês pensaram que poderiam derrubar em questão de poucos dias”.

O apoio popular como demonstração política

Segundo o analista internacional Henrique Gomes, doutorando na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), essa presença massiva da população nas ruas não foi um acaso; ela representa claramente a força de apoio às instituições iranianas.

Gomes aponta ainda para detalhes do contexto geopolítico recente ao afirmar que, embora haja uma expectativa sobre acordo de paz entre as duas nações e os EUA — algo que até agora carece oficialização —, negociações estão muito próximas de serem concluídas.

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Por causa disso é que ele acredita terem sido marcados esses eventos fúnebres pelas autoridades:

“A gente já está em estado de cessar – fogo… É justamente para encerrar esse ciclo [o conflito] que acredito…”, explica o analista.”

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Refutando narrativas ocidentais

As imagens capturadas durante a homenagem são um forte argumento contra relatos vindo do Ocidente, especialmente aqueles defendidos pelos Estados Unidos da América.

O especialista Gomes argumenta com firmeza: “Essa narrativa foi desmontada”. Ele esclarece que não existe uma questão uniforme e simples no sentido de tratar apenas como sendo ‘um regime autoritário sem respaldo popular’. Pelo contrário, há muito apoio local.

Embora existam divergências internas — as quais podem ser suprimidas já que liberdade de expressão nunca é o ponto mais fraco do Irã —, ele enfatiza grande suporte populacional ainda maior após os ataques iniciados por EUA e Israel gratuitamente.

A situação mostra um fato crucial para a população iraniana; embora haja problemas entre Teerã e Jerusalém (o problema real), foram Estados Unidos e Israel quem realizaram ataque direto em território iraniano com todas suas vítimas.

O futuro incerto pós – conflito

Para Henrique Gomes, esse cenário não significa necessariamente uma paz duradoura. Ele avalia que este conflituoso período pode se encerrar no ano de 2026, mas deixa o terreno fértil para novos confrontos futuros porque “a população iraniana vai alimentar um revanchismo”.

“Isso é a semente [para] novos conflitos”, alerta ele ao concluir sua análise sobre os sentimentos crescentes na região. Além disso, há um sentimento antiamericano e ainda mais forte contra Israel; até mesmo surge aí ‘um desejo pessoal’ entre alguns grupos por eliminar líderes desses países.”