Irã executa homem condenado por espionagem para o Mossad, diz agência

Execução de Hossein Pedaran ocorre após Suprema Corte confirmar pena por repasse de dados militares a Israel durante guerra de 12 dias.

19/09/2026 04:07

3 min

Bandeira nacional do Irã
Bandeira nacional do Irã

O Irã executou nesta segunda – feira um homem condenado por espionar para Israel durante a guerra de 12 dias entre os dois países. Hossein Pedaran foi enforcado depois que a Suprema Corte do país confirmou a pena de morte.

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A informação foi divulgada pela agência Mizan, ligada ao Poder Judiciário iraniano. Segundo a reportagem, Pedaran forneceu ao Mossad, o serviço de inteligência israelense, dados sobre locais militares sensíveis na província central de Isfahan.

A motivação, de acordo com as autoridades, foi financeira.

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Detalhes da acusação e da sentença

O caso de Hossein Pedaran ganhou repercussão no Irã após o fim do conflito de 12 dias com Israel. O judiciário local o acusou de “cooperação com o serviço de inteligência israelense” e de repassar informações sobre posições de mísseis. A sentença de morte foi mantida pela Suprema Corte, que rejeitou os recursos da defesa.

A agência Mizan destacou que Pedaran realizou a espionagem em troca de dinheiro. As informações repassadas incluíam a localização de instalações militares na província de Isfahan, uma região estratégica para o programa de mísseis do Irã. O réu foi preso ainda durante o conflito, e o julgamento ocorreu sob sigilo.

O governo iraniano não informou a data exata da execução, mas confirmou que ela já foi realizada. A pena foi aplicada em uma prisão não revelada, seguindo os procedimentos legais do país para crimes de espionagem.

Contexto da guerra de 12 dias e as tensões com Israel

A execução de Pedaran ocorre em meio às tensões remanescentes da guerra de 12 dias entre Irã e Israel, que terminou em 2026. O conflito envolveu ataques aéreos e trocas de mísseis, com ambos os lados sofrendo baixas. Desde então, Teerã intensificou a caça a suspeitos de colaborar com o serviço secreto israelense.

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O Mossad, citado no processo, é frequentemente apontado por Teerã como responsável por operações de sabotagem e assassinatos dentro do território iraniano. Nos últimos anos, o Irã executou dezenas de pessoas acusadas de espionagem para Israel e os Estados Unidos.

A pena de morte para crimes de “inimizade contra Deus” e “corrupção na terra” é prevista na lei islâmica do país.

A província de Isfahan, mencionada no caso, abriga importantes centros de pesquisa e desenvolvimento militar do Irã, incluindo instalações ligadas ao programa nuclear e de mísseis balísticos. O vazamento de informações sobre essas bases é considerado uma ameaça direta à segurança nacional.

Organizações de direitos humanos criticam o uso da pena de morte no Irã e denunciam a falta de transparência nos julgamentos de espionagem. O governo iraniano, por sua vez, defende as execuções como medida necessária para proteger o país contra ameaças externas.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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