A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou novo fôlego nesta quinta-feira (2), com o Irã lançando uma série de mísseis contra Israel. A ação ocorreu em resposta a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia afirmado que as forças armadas iranianas estavam “quase cumpridas” seus objetivos de guerra, após uma série de ataques e vitórias militares.
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Trump prometeu “fazer com que eles voltem à Idade da Pedra” nas próximas semanas.
O pronunciamento de Trump, feito horas após a alegação de que Teerã havia solicitado um cessar-fogo, gerou uma resposta imediata do Irã. O comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, anunciou que a guerra continuaria até a “humilhação” e a “rendição” do país, prometendo ações “devastadoras, amplas e mais destrutivas”.
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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que a confiança em negociações com os EUA permanece “zero”.
O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharazi, sofreu ferimentos graves em um ataque a sua residência em Teerã, resultando na morte de sua esposa. Kharazi estava envolvido em comunicações paralelas com o Paquistão, buscando facilitar o diálogo entre Teerã e Washington.
A situação tensa continua a se intensificar, com bombardeios israelenses e estadunidenses causando vítimas e danos em todo o país.
A resposta do Irã se manifestou através de um lançamento imediato de mísseis contra Israel, que resultaram em quatro feridos levemente na região de Tel Aviv. Simultaneamente, o grupo pró-iraniano Hezbollah anunciou o lançamento de drones e foguetes contra o norte de Israel.
A situação forçou muitos israelenses a celebrarem a Páscoa judaica no subsolo para evitar os ataques.
A comunidade internacional se mobiliza para buscar uma solução. O Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o transporte de petróleo e gás, tornou-se uma prioridade para os Estados Unidos, que prometem manter o estreito fechado aos “inimigos”.
O Reino Unido organizará uma reunião com 35 países para discutir a restauração da liberdade de navegação no estreito, enquanto a China exige um cessar-fogo imediato.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã intensifica a pressão sobre os mercados globais. Os preços do petróleo dispararam, com altas superiores a 6% do barril de Brent e de West Texas Intermediate. O diretor-gerente do Banco Mundial, Paschal Donohoe, expressou sua preocupação com o impacto da guerra sobre a inflação, o emprego e a segurança alimentar.
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e da China buscaram o diálogo para encontrar uma resolução rápida para o conflito, com ambos os países defendendo a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e a busca por uma solução negociada para o impasse.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.
