Irã e EUA enfrentam impasses significativos nas negociações nucleares e de petróleo

Irã e Estados Unidos enfrentam divergências nas negociações
O Irã descreveu as diferenças com os Estados Unidos como “profundas e significativas”, indicando que as negociações em andamento entre as duas nações estão repletas de desafios. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano destacou que, neste momento, não estão sendo discutidos detalhes sobre a questão nuclear com Washington.
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Em meio a informações contraditórias durante a semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou um tom cauteloso ao afirmar que “não exageraria e também não minimizaria” a situação. Ele ressaltou que ainda há trabalho a ser feito e que as partes ainda não chegaram a um acordo, mas expressou esperança de que isso ocorra.
Pontos de impasse nas negociações
Fontes do governo iraniano e a agência de notícias Reuters relataram que, embora as diferenças tenham diminuído, ainda existem dois principais pontos de impasse. O primeiro diz respeito ao urânio enriquecido mantido pelo Irã, que é estimado em cerca de 440 kg.
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Os Estados Unidos alegam que esse material poderia ser utilizado para a fabricação de armas nucleares, enquanto o Irã defende que seu uso é para fins pacíficos.
Washington teria solicitado a entrega desse material, mas Teerã recusou. Uma das alternativas discutidas seria a transferência do urânio enriquecido para um país aliado, como a Rússia. O segundo ponto de impasse envolve o controle do Estreito de Ormuz, uma importante hidrovia que representa 1/5 do fluxo de petróleo global.
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O Irã exerce controle sobre essa passagem, permitindo apenas a navegação de navios aliados ou aqueles que pagam taxas.
Pressão diplomática e mediação árabe
Países do Golfo Pérsico solicitaram que não houvesse retomada de ataques, buscando preservar espaço para o avanço das negociações. O presidente americano, Donald Trump, que havia anunciado na última terça-feira (19) a preparação de um ataque contra o Irã, teria recuado diante desses apelos.
Além disso, ele cancelou uma viagem que ocorreria nas Bahamas no fim de semana, citando a situação relacionada ao Irã como justificativa.
De acordo com David Sanger, colunista da CNN e do The New York Times, após uma reunião com Dan Caine, chefe das Forças Armadas americanas, existe a possibilidade de que os Estados Unidos estejam se preparando para novos ataques ou uma retomada dos combates ainda nesta semana.
O cenário atual das negociações sugere um retrocesso em relação ao estágio anterior ao conflito, quando os dois países discutiam uma pausa no programa nuclear iraniano.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



