Irã Apresenta Proposta Generosa e Responsável para Fim da Guerra no Oriente Médio

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (11 de maio de 2026) que a proposta iraniana para os Estados Unidos, visando encerrar o conflito no Oriente Médio, é baseada em “generosidade e responsabilidade”.
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A declaração ocorreu após o presidente americano, do Partido Republicano, ter rejeitado publicamente os termos apresentados por Teerã, classificando-os como “totalmente inaceitáveis”. Baghaei enfatizou que as exigências iranianas são legítimas e abrangem o fim da guerra, a remoção do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, a liberação de ativos financeiros congelados em bancos estrangeiros e a garantia de que novos ataques não serão realizados.
Principais Demandas Irânianas
O governo iraniano reiterou seu posicionamento sobre a soberania no estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. Baghaei detalhou que a proposta de Teerã também inclui a garantia da segurança regional, especialmente no estreito de Ormuz e no Líbano.
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A administração iraniana considera a segurança nessas áreas como parte integrante de sua proposta, destacando sua responsabilidade na estabilidade da região.
Impasses e Impacto no Mercado de Energia
Os termos iranianos foram divulgados no domingo (10 de maio), dias após Washington apresentar um plano de cessar-fogo que previa a interrupção dos combates e a retomada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Donald Trump respondeu à contraproposta em uma publicação na Truth Social, expressando sua desaprovação: “Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL”.
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Essa situação intensificou a pressão sobre o mercado internacional de energia, com os preços do petróleo subindo cerca de 3% nesta segunda-feira (11 de maio), devido à incerteza sobre a duração do conflito e à paralisação parcial do tráfego em Ormuz.
Anteriormente, cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás liquefeito passava pela região.
Encontros Diplomáticos e Expectativas
Apesar do impasse, o presidente Trump planeja viajar para Pequim na quarta-feira (13 de maio) para discutir a guerra com o presidente Xi Jinping. A estratégia americana busca pressionar a China a influenciar Teerã a aceitar um acordo. Baghaei expressou a esperança de que o encontro sirva para alertar sobre os impactos das ações consideradas “ilegais e intimidatórias” dos Estados Unidos na economia global e na segurança internacional.
Os Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait relataram nos últimos dias ataques ou interceptações de drones relacionados ao conflito, além dos confrontos contínuos no sul do Líbano entre Israel e o Hezbollah.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



