Irã denuncia “crime de guerra” após ataques dos EUA e Israel em reunião da ONU
Denúncia do Irã sobre Ataques dos EUA e Israel
No sábado (28), Amir-Saeid Iravani, representante permanente do Irã nas Nações Unidas, condenou os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao seu país. Ele os classificou como um “crime de guerra” e uma violação da carta fundadora da ONU.
As declarações foram feitas durante uma reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da ONU, onde representantes dos EUA, Irã e Israel se pronunciaram.
Em seu discurso, Iravani afirmou que “as alegações infundadas usadas para justificar esse uso ilegal da força não têm validade perante o direito internacional”. Ele acrescentou que a invocação de ataques preventivos e alegações de ameaças iminentes não podem legitimar a agressão.
Justificativas e Respostas
Após o início dos ataques ao Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou um pronunciamento pré-gravado, justificando a operação como uma medida para “impedir que essa ditadura radical e perversa ameace os Estados Unidos e nossos principais interesses de segurança nacional”.
Iravani, por sua vez, destacou que o Irã “continuará a exercer seu direito inerente de autodefesa”, mas não mencionou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi dado como morto por Trump e autoridades israelenses, o que foi negado pelas autoridades iranianas.
Trump também prometeu aniquilar as forças armadas do Irã e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo de oito minutos, ele acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Israel, por sua vez, anunciou ataques contra o Irã.
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Escala dos Ataques
Diferentemente da última ofensiva em junho de 2025, os ataques atuais começaram durante o dia, na madrugada deste sábado, enquanto milhões de iranianos se dirigiam ao trabalho ou à escola. Enquanto os ataques de junho terminaram rapidamente, fontes indicaram à CNN Internacional que as forças armadas dos EUA planejam uma campanha prolongada.
Fontes do regime iraniano afirmam que Khamenei está vivo, enquanto o governo dos EUA e Israel sustentam o contrário. Em resposta aos ataques, o regime iraniano lançou uma série de ofensivas sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões sendo relatadas em países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
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