Ipca-15 sobe 0,70% em setembro e supera expectativa do mercado

Índice interrompe trajetória de desaceleração e acende alerta para decisão do Copom sobre a Selic.

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O IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação, acelerou em setembro e ficou acima do esperado pelo mercado. O índice subiu 0,70% no mês, segundo dados divulgados nesta quinta – feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado representa uma forte aceleração em relação a agosto, quando o indicador registrou deflação de 0,40%. A pesquisa da Reuters com economistas projetava alta de 0,53% para o período, o que significa que a inflação veio acima das expectativas do mercado financeiro.

O que explica a aceleração do IPCA-15

A alta de 0,70% em setembro interrompeu uma trajetória de desaceleração que vinha sendo observada nos meses anteriores. Em agosto, o índice havia registrado queda de 0,40%, puxado principalmente pela redução nos preços de energia elétrica e combustíveis.

O resultado de setembro mostra que a inflação voltou a pressionar o bolso do consumidor, especialmente em itens como alimentação e transportes. O IBGE ainda não detalhou os componentes do índice, mas a prévia já acende um sinal de alerta para o Copom, que se reúne nas próximas semanas para definir a taxa básica de juros.

Economistas avaliam que a aceleração pode dificultar a queda da Selic, já que o Banco Central tem como meta manter a inflação dentro da meta. O IPCA-15 é acompanhado de perto porque antecipa a tendência do IPCA fechado, que é o índice oficial usado pelo sistema de metas.

Reação do mercado e próximos passos

A divulgação do IPCA-15 acima do esperado gerou reação imediata no mercado financeiro. As projeções para a inflação de 2026 devem ser revisadas para cima, e a curva de juros futuros já opera em alta. Analistas apontam que o dado reforça a necessidade de cautela na política monetária.

O resultado de setembro também contrasta com o cenário de desinflação que vinha sendo observado no início do ano. A alta de 0,70% coloca o IPCA-15 acumulado em 12 meses em patamar ainda elevado, o que pode levar o Banco Central a manter a Selic em nível restritivo por mais tempo.

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Para outubro, as projeções iniciais indicam nova aceleração, impulsionada por reajustes sazonais em alimentos e pelo impacto da alta do dólar nos preços de combustíveis. A próxima divulgação do IPCA-15, em outubro, será crucial para confirmar se a tendência de alta se mantém ou se foi um movimento pontual.