Inglaterra e Argentina se enfrentam em Atlanta em busca de vaga na final da Copa do Mundo 2026

As seleções reencontram a rivalidade que deu origem aos cartões amarelo e vermelho no futebol.

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Antonio Rattín, cuja expulsão na Copa do Mundo de 1966 ajudou na criação de cartões no futebol | Foto: Reprodução
Antonio Rattín, cuja expulsão na Copa do Mundo de 1966 ajudou na...
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Na tarde desta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), o estádio de Atlanta será palco do confronto entre Inglaterra e Argentina. As seleções buscam uma vaga na final da Copa do Mundo 2026 e revivem uma rivalidade antiga que inspirou a criação dos cartões, um marco na arbitragem do futebol.

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A padronização das expulsões e advertências no esporte é relativamente recente. Até 1960, os árbitros já podiam expulsar jogadores, mas não havia critérios claros e uniformes para essas decisões. As comunicações eram feitas apenas com apitos e gestos, o que gerava confusão entre atletas, técnicos e torcedores.

Essa falta de clareza sobre a autoridade dos árbitros começou a ser discutida após a Copa de 1962, no Chile, quando ocorreu a famosa “Batalha de Santiago”, um jogo entre Chile e Itália repleto de agressões e intervenções policiais.

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O surgimento dos cartões no futebol

Após os tumultos em Santiago, surgiu a necessidade de um sistema que oferecesse uma comunicação clara e imediata sobre advertências e expulsões. A situação se agravou durante a partida entre Argentina e Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1966, em Wembley.

O árbitro alemão Rudolf Kreitlein expulsou o jogador argentino Rattín apenas apontando o dedo, sem utilizar um cartão ou dar qualquer explicação. A barreira linguística complicou ainda mais a situação: Rattín não compreendia o motivo da punição e resistiu à decisão.

A confusão provocou protestos dos jogadores argentinos contra Kreitlein, e a partida ficou paralisada por vários minutos. Ken Aston, responsável pela arbitragem do torneio, presenciou essa cena caótica e percebeu a dificuldade nas comunicações entre árbitros e jogadores como um problema sério que precisava ser resolvido.

A lógica por trás dos cartões

A ideia dos cartões nasceu durante uma viagem de Aston por Londres. Observando um semáforo alternando entre as cores amarela e vermelha, ele pensou em como essa lógica visual poderia ser aplicada ao futebol: amarelo para advertência e vermelho para expulsão.

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Assim, os cartões se tornaram uma linguagem universal para decisões disciplinares dentro do campo.

Com a implementação desse novo sistema, os cartões levariam algum tempo até se tornarem protagonistas de momentos marcantes nas partidas. O primeiro jogador a receber um cartão vermelho físico em uma Copa do Mundo foi o chileno Carlos Caszely, em 1974.

Em 2006, a Copa na Alemanha registraria um recorde impressionante: 28 cartões vermelhos distribuídos ao longo da competição, incluindo na famosa “Batalha de Nuremberg”, em que quatro jogadores foram expulsos no jogo entre Portugal e Holanda.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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