Inflação na Zona do Euro atinge 3% em julho de 2026
Inflação persiste na Zona do Euro, impulsionada por serviços e energia; Roma enfrenta maior variação nos preços.
A inflação na Zona do Euro subiu para a marca anual de 2,9% em julho de 2026, um aumento significativo comparado aos índices registrados no mês anterior e ao mesmo período passado.
Segundo dados divulgados pela Eurostat— o serviço oficial de estatísticas da União Europeia —, embora os preços tenham crescido mais que nos meses anteriores, houve uma desaceleração quando se compara com junhojulho dos anos passados; ainda assim, o índice geral atingiu 3,0% para todo o conjunto dos vinte e sete países membros naquele período.
Motores do crescimento: serviços puxam a alta
O setor de prestação de serviços foi apontado como principal responsável pelo aumento inflacionário em julho. Ele contribuiu significativamente por 1,55 ponto percentual (pp.) no cálculo da taxa anual da Zona do Euro.
Em segundo lugar ficou classificada a energia elétrica, que adicionou mais 0,94 pp. ao índice geral. Outros fatores também contribuíram com elevação nos preços; bens industriais não energéticos e os itens alimentíciosbebidas alcoólicas e tabaco elevaram o custo médio dos produtos em até 0,23 pp., cada um separadamente na comparação mensal de junho para julho de 2026.
Variações regionais: Romênia lidera alta no bloco
A disparidade inflacionária foi notável entre os países membros da UE durante aquele mês específico. A Romênia registrou a taxa mais elevada do grupo europeu com 8,2%; logo atrás veio a Lituânia, que apresentou índice superior aos demais por volta dos 5,4%.
Em terceiro lugar ficaram Chipre e Bulgária, ambas empatadas na marca de 4,4%, mostrando um aumento considerável em relação à média geral.
Estabilidade ou queda nos preços
Por outro lado, alguns países apresentaram índices muito baixos. A Suécia foi o destaque negativo da matéria ao registrar apenas 0,3% de inflação anual no período analisado. A República Tcheca manteve a taxa estável com 1,3%, enquanto Dinamarca e Hungria ficaram ligeiramente acima nesse patamar, ambas reportando 1,6%.
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Em termos futuros, os dados não são definitivos: uma estimativa preliminar para julho já havia sido publicada pela Eurostat em 31 de julho; por sua vez, espera – se que as projeções referentes aos preços do mês seguinte cheguem na próxima semana.