Inadimplência das Famílias Brasileiras Cresce e Se Aproxima de Níveis Alarmantes de 2012

A inadimplência das famílias brasileiras atinge níveis alarmantes, se aproximando dos índices de 2012. Descubra os fatores por trás desse crescimento!

17/04/2026 16:11

3 min

Inadimplência das Famílias Brasileiras Cresce e Se Aproxima de Níveis Alarmantes de 2012
(Imagem de reprodução da internet).

Aumento da Inadimplência das Famílias Brasileiras

A inadimplência entre as famílias brasileiras voltou a crescer e se aproxima dos níveis históricos registrados em 2012. De acordo com um estudo recente da LCA Consultoria, o problema não reside no montante das dívidas, mas sim na sua qualidade. Atualmente, os brasileiros destinam mais de 9% da renda apenas para o pagamento de juros, com o cartão de crédito se destacando como o principal responsável, apresentando uma inadimplência no rotativo superior a 64%.

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Eric Brasil, diretor da LCA, observou que a inadimplência das famílias tem aumentado desde o pós-pandemia. “Temos observado um crescimento da inadimplência desde 2020, e hoje ela se aproxima de patamares semelhantes aos de uma década atrás”, comentou em entrevista à CNN Money.

Condições Econômicas e Inadimplência

Um aspecto que chama a atenção é que, ao contrário de outros períodos de alta inadimplência, os fundamentos da economia estão relativamente saudáveis. “Estamos com a taxa de desemprego em mínima histórica, a renda em ascensão e a inflação, embora elevada, sob controle.

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Mesmo assim, a inadimplência continua a subir”, destacou Brasil.

O estudo da LCA aponta que o principal problema está no crédito rotativo, que, apesar de ser mais acessível e de curto prazo, é extremamente caro. “O que tem levado ao aumento da inadimplência é o uso do cheque especial”, afirmou o diretor da consultoria.

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Ele ressalta que o problema está na qualidade do endividamento, que é excessivamente alavancado.

Causas Estruturais e Soluções Propostas

O estudo também investigou se certos tipos de consumo poderiam explicar a inadimplência. Contrariando algumas percepções, esses gastos representam apenas 0,46% do consumo das famílias, bem menos do que os gastos com juros. Além disso, o consumo com serviços de streaming é quase o dobro dos gastos com apostas.

Para Eric Brasil, a questão é multifatorial e requer soluções complexas. “Temos um problema estrutural no Brasil, pois a taxa de juros básica é muito elevada, o que impacta todas as outras taxas no país”, afirmou. O diretor da LCA defende ações em duas frentes: abordar estruturalmente as causas da inadimplência e implementar políticas públicas de educação financeira mais abrangentes. “Isso deve ser introduzido na educação básica, desde os primeiros anos do ensino fundamental, para que as futuras gerações consigam gerenciar melhor seus orçamentos familiares”, concluiu.

Sobre iniciativas como o Desenrola Brasil, Eric avalia que elas tratam apenas os sintomas e não as causas do problema. “Precisamos entender a infecção e começar a combatê-la, em vez de apenas esperar a febre subir”, finalizou.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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