Impasse no Estreito de Ormuz: como a Rússia se beneficia na guerra contra a Ucrânia?

O fechamento do Estreito de Ormuz está elevando os preços do petróleo e impactando a guerra na Ucrânia. Entenda como isso afeta a Rússia e o mercado global.

18/05/2026 03:31

3 min

Impasse no Estreito de Ormuz: como a Rússia se beneficia na guerra contra a Ucrânia?
(Imagem de reprodução da internet).

Impasse no Estreito de Ormuz e suas Consequências para a Guerra na Ucrânia

A situação em torno do fechamento do Estreito de Ormuz está impactando diretamente o financiamento da guerra da Rússia contra a Ucrânia. A alta nos preços do petróleo, resultante do bloqueio dessa rota marítima, permite que a Rússia aumente sua arrecadação com a venda do petróleo no mercado internacional, mesmo com os descontos oferecidos aos compradores parceiros.

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Essa análise foi apresentada por Gabriel Monteiro, analista de Economia, durante o programa Agora CNN, onde ele explicou como os conflitos entre Rússia e Ucrânia e entre Estados Unidos e Israel contra o Irã estão interligados, gerando impactos econômicos significativos.

Segundo Monteiro, aproximadamente um quarto da arrecadação do governo russo provém da venda de petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito com a Ucrânia, os Estados Unidos impuseram várias sanções, especialmente no setor marítimo.

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No entanto, essa commodity continua sendo uma fonte de receita crucial para Moscou. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já afirmou que permitir a continuidade da comercialização do petróleo russo no mercado global é equivalente a financiar diretamente o conflito.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, o preço do barril de petróleo disparou, ultrapassando os 100 dólares e chegando a 120 dólares em determinados momentos.

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Suspensão de Sanções e Aumento nas Importações

Em resposta ao temor de um choque energético, os Estados Unidos suspenderam, nos últimos dois meses, algumas sanções ao petróleo russo, permitindo que países ao redor do mundo voltassem a comprá-lo com mais liberdade. Um dos principais beneficiários dessa mudança foi a Índia, que aumentou suas importações do produto russo entre abril e maio, em decorrência da crise gerada pelo impasse em Ormuz.

Monteiro destacou que o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bassett, informou que a suspensão temporária das sanções já expirou e não será renovada. Contudo, se a crise energética persistir e os preços dos combustíveis continuarem altos para os consumidores americanos, o fechamento do Estreito de Ormuz poderá se traduzir em um benefício fiscal concreto para a Rússia.

Apesar das dificuldades na produção de petróleo, a Ucrânia atacou infraestruturas de energia em território russo, levando o país a revisar para baixo suas projeções para os próximos anos. O resultado imediato desse cenário é um aumento na receita do governo russo. “O impacto de curto prazo é mais dinheiro na mão dos russos”, afirmou Monteiro.

No campo diplomático, o Irã anunciou recentemente que o mecanismo de cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz está pronto e será implementado. Os Estados Unidos se opõem a essa medida e tentam articular, na ONU, uma reabertura forçada da rota com o apoio de outros países.

No entanto, China e Rússia vetaram a proposta na reunião mais recente e prometeram fazer o mesmo caso ela seja novamente discutida.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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