Impasse nas Negociações: Irã se Sente Vitorioso e Prolonga Diálogo com EUA

O impasse nas negociações entre EUA e Irã se intensifica, com o Irã se sentindo vitorioso. Descubra os desdobramentos e a nova tensão no Estreito de Ormuz!

12/05/2026 05:21

2 min

Impasse nas Negociações: Irã se Sente Vitorioso e Prolonga Diálogo com EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Impasse nas Negociações entre EUA e Irã

O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio pode ser explicado por um fator central, conforme aponta Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército).

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Segundo ele, os iranianos acreditam que já saíram vitoriosos do embate. “Isso é evidente nas análises de especialistas iranianos e nas redes associadas à Guarda Revolucionária. Eles se sentem vitoriosos, o que os leva a prolongar ao máximo o processo de negociação com os Estados Unidos”, declarou o professor durante sua participação no WW desta segunda-feira (11).

Moita explica que, com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, estimativas indicam que o Irã teria entre seis meses e um ano de capacidade para suportar as pressões. Essa estratégia de prolongamento das negociações é recebida com ceticismo. O professor observa que Trump acredita ter enfraquecido o Irã e devastado suas capacidades militares.

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No entanto, segundo Moita, essa situação criou uma realidade com duas visões paradoxais. “Por um lado, o regime foi materialmente enfraquecido, mas, por outro lado, ideologicamente, ele se fortaleceu, pois sobreviveu à batalha que sempre esperou, uma luta contra os Estados Unidos”, explica.

Soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz

Além do impasse diplomático, Moita destaca um novo elemento de tensão que surgiu recentemente. Oficiais e canais associados à Guarda Revolucionária iraniana afirmaram que o Irã reivindica soberania sobre o solo submarino do Estreito de Ormuz. Essa região é crucial, pois por ela passam todos os cabos de internet que conectam o Iraque, o Kuwait, o Catar, o Bahrein, parte dos Emirados Árabes e alguns cabos importantes para a Arábia Saudita.

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De acordo com o professor, há até menções sobre a possibilidade de utilização desse espaço submarino. Moita acredita que o conflito está em um processo de escalada, comparando-o a um “fogo lento” que está se intensificando, mesmo que não pareça.

Os confrontos da última semana são indicativos dessa escalada. “Neste momento, não podemos descartar a possibilidade de novos enfrentamentos nesta semana, uma vez que Trump se mostra impaciente e a Guarda Revolucionária vê com esperança a renovação das hostilidades, pois isso poderia forçar uma humilhação ainda maior dos Estados Unidos”, conclui Moita.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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