Ilse Aigner, da CSU, é a favorita para virar a primeira mulher presidente da Alemanha

Indicação deve ser confirmada pela CDU na segunda-feira (9), e o Bundestag escolhe o sucessor de Steinmeier em 30 de janeiro de 2027.

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Ilse Aigner, presidente do Parlamento Estadual da Baviera | Foto: Alexandra Beier/AFP

A presidente do Parlamento Estadual da Baviera, Ilse Aigner, está perto de se tornar a primeira mulher a ocupar a presidência da Alemanha. Na sexta-feira (6), a imprensa alemã noticiou que a União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler federal Friedrich Merz, teria concordado em indicar o nome dela ao cargo.

Aigner pertence à União Social Cristã (CSU), partido irmão da CDU que atua apenas no estado da Baviera. Ela também foi ministra da Agricultura entre 2008 e 2013, no governo de Angela Merkel (2005-2021).

Eleição deve ocorrer em 30 de janeiro de 2027

O Bundestag, o Parlamento alemão, vai escolher o sucessor de Frank-Walter Steinmeier, do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), no dia 30 de janeiro de 2027. Steinmeier deixa o posto em março, após dez anos no cargo, que é o prazo máximo previsto na Constituição.

Os partidos da coalizão formada por CDU/CSU e SPD têm maioria no Legislativo, e o SPD cedeu à União o direito de indicar o novo nome. Ele também foi escolhido por uma coalizão entre CDU e SPD.

Na Alemanha, que adota o regime parlamentarista, o presidente tem papel sobretudo representativo e cerimonial. Ele promulga leis, nomeia autoridades e representa o país em eventos oficiais, mas não conduz o governo. Quem concentra o poder político do Executivo é o chanceler federal.

Apoio cresce dentro da CDU e entre opositores

Aigner já recebeu apoio público de integrantes do SPD e dos Verdes, o que torna a eleição praticamente garantida, segundo a imprensa. Merz já havia defendido que o cargo fosse ocupado por uma mulher.

Outros nomes chegaram a ser cogitados, entre eles Monika Grütters (ex-ministra da Cultura), Julia Klöckner (presidente do Bundestag), Annegret Kramp-Karrenbauer (ex-presidente da CDU) e Karin Prien (atual ministra da Educação). Nas últimas semanas, porém, o respaldo a Aigner cresceu dentro da própria CDU.

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A decisão oficial cabe à presidência da CDU, prevista para a segunda-feira (9). Antes disso, Merz deve deixar claro, durante um jantar com a cúpula do partido no domingo, quem pretende apoiar.

Carreira de Aigner começou na política municipal

Antes de chegar a Berlim, Aigner atuou na política local. Foi vereadora em Feldkirchen-Westerham, sua cidade natal na Baviera, e fez parte do Conselho Distrital de Rosenheim. Filiou-se à CSU em 1985 e, em 1994, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa da Baviera.

Quatro anos depois, entrou no Bundestag, onde ficou até 2013. Entre 2008 e 2013, comandou o Ministério federal da Agricultura no governo de Angela Merkel. Ao deixar a capital, voltou ao Parlamento bávaro e assumiu a Secretaria de Economia do estado.

No governo de Markus Söder, passou um breve período como secretária da Habitação, Construção e Transportes e, depois, foi eleita presidente do Legislativo bávaro. Como ela própria já afirmou em entrevistas, a presidência da Alemanha nunca esteve entre seus planos.

Sua formação começou longe da política: após o ensino médio, fez curso técnico em rádio e televisão e depois se tornou engenheira eletricista, atuando no desenvolvimento de helicópteros.

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