ICE América Latina dispara em alta no segundo tri; Argentina lidera ganho expressivo

Argentina lidera avanço expressivo no Indicador de Clima Econômico da América Latina em 2026.

Entre as principais economias da América Latina, a FGV destacou o crescimento do Indicador de Clima Econômico na Argentina; na imagem, pesos argentinos | elluisx (via Pixabay)

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina registrou uma alta significativa no segundo trimestre em comparação com os três meses anteriores ao ano corrente. Segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na última sexta – feira, 20 de agosto de 2026, o indicador subiu para 83,7 pontos neste período.

Esse aumento representa um salto total de 10,7 pontos quando comparado aos índices registrados no primeiro trimestre do mesmo ciclo e eleva a média dos últimos 12 meses para 83,0 pontos — ou seja, superando ligeiramente o patamar observado nos primeiros trimestres analisados.

Destaque regional: Argentina lidera ganhos

Entre as principais economias da região estudada pela FGV, foi notável o desempenho expressivo na Argentina. O país registrou uma melhora acentuadíssima em seu ICE; os dados apontam que houve alta de impressionantes 54,8 pontos entre janeiro e abril.

Especificamente, enquanto no primeiro trimestre do ano passado (Q 1) a pontuação era de 68,3 pontos, ela saltou para incríveis 123,1 pontos ao final deste segundo período trimestral. Esse crescimento coloca Buenos Aires como um dos maiores destaques positivos regionalmente.

Movimentos contrastantes nos países

O cenário econômico da América Latina mostra variações muito distintas mesmo com o indicador geral subindo. O Brasil também apresentou melhora na métrica; contudo, esse avanço foi considerado mais modesto em comparação aos vizinhos e líderes regionais citados anteriormente.

No caso brasileiro, por exemplo, os dados indicam que a pontuação do ICE passou de 72,2 para atingir 76,9 pontos no trimestre avaliado. Por outro lado, algumas economias registraram retração ou apontaram direções opostas ao movimento majoritário visto pela região como um todo.

O México é destaque negativo nesse sentido: ele diminuiu sua trajetória econômica trimestralmente. A queda ocorreu passando dos 60,1 pontos registrados antes da análise inicial até chegar à marca de 56,9 pontos na comparação mais recente com o segundo período analisado pelo indicador regional.

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Projeção e variações regionais

Apesar das diferenças pontuais entre os países membros do bloco latino – americano — onde a estabilidade geral esconde movimentos em sentidos contrários —, as projeções macroeconômicas para bens maiores não sofreram alterações significativas no curto prazo.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) esperado para toda América Latina durante todo ano calendário de 2026, a expectativa permanece estável. A FGV manteve sua previsão inicial de crescimento fixada nos 1,9% percentual na região como um conjunto globalizado.

Ao analisar o desempenho individual dos estados e economias menores dentro da área coberta pelo ICE, os analistas destacaram positivamente tanto Brasil quanto Colômbia por seu bom ritmo ascendente em comparação com outros países que registraram as revisões mais negativas: Chile e Bolívia foram citados pelos seus maiores ajustes descendentes no período analisado pela Fundação Getulio Vargas (FGV.