Ibovespa sofre a maior queda mensal em três anos e investidores ficam em alerta!

O Ibovespa enfrenta sua maior queda mensal em três anos, afastando-se da marca de 200 mil pontos. O que está por trás dessa desvalorização?

31/05/2026 02:01

3 min

Ibovespa sofre a maior queda mensal em três anos e investidores ficam em alerta!
(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Registra Maior Queda Mensal em Três Anos

O Ibovespa fechou o mês de maio com a maior queda mensal em mais de três anos, após uma série de desvalorizações que o afastaram da marca histórica de 200 mil pontos, que chegou a ser vislumbrada em meados de abril. Este foi o pior desempenho desde a queda de fevereiro de 2023, que foi de -7,49%.

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O cenário foi influenciado por fatores que sustentavam as ações brasileiras. Até o dia 27 de maio, o saldo de capital externo da bolsa estava negativo em R$ 14,1 bilhões, excluindo ofertas de ações, conforme dados da B3.

Analistas têm apontado que esse desempenho reflete uma rotação de capital de volta para o setor de tecnologia nos Estados Unidos e na Ásia. Além disso, fatores como o “Risco Brasil” e a saída de investidores estrangeiros têm impactado o movimento da bolsa nas últimas semanas.

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Rodrigo Moliterno, head de Renda Variável da Veedha Investimentos, destaca que a bolsa está vulnerável ao atual nível de juros, o que diminui a atratividade e as expectativas de melhora.

Impactos do Cenário Geopolítico e Expectativas do Mercado

Josias Bento, especialista em investimentos da GT Capital, observa que a queda na bolsa reflete a relação risco-retorno do mercado brasileiro em comparação com as bolsas globais. Apesar de o Brasil ser um dos principais destinos para capital estrangeiro, a queda de juros e a instabilidade fiscal têm dificultado essa atratividade.

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O cenário geopolítico também pesa sobre o sentimento do mercado, levando a uma maior cautela entre os investidores.

Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico, menciona que o mercado alternou entre esperança e frustração, especialmente em relação ao conflito que já dura três meses sem uma resolução clara. Ela acredita que o mercado está começando a aceitar que a incerteza pode persistir por mais tempo.

Classificação de PCC e CV como Terroristas

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas traz novas preocupações. Cesar Queiroz, fundador da Queiroz Investimentos, afirma que essa classificação pode resultar em processos mais rigorosos para setores estratégicos da economia, como finanças, infraestrutura e agronegócio.

Ele alerta que o mercado internacional pode adotar uma postura mais cautelosa em relação ao Brasil, aumentando a pressão sobre instituições financeiras que operam no país.

Perspectivas para o Ibovespa

No relatório Diário do Grafista do Itaú BBA, analistas destacam que o Ibovespa está em tendência de baixa no curto prazo e pode enfrentar uma realização de lucros mais intensa se permanecer abaixo de 173.500 pontos. Para reverter essa tendência e voltar a um cenário neutro, o índice precisará superar a marca de 179.500 pontos.

Recentemente, o UBS rebaixou a recomendação das ações brasileiras de “atrativas” para “neutra”, citando uma mudança no perfil de risco versus retorno. Apesar de os fundamentos permanecerem resilientes, fatores como incerteza política, um ciclo de afrouxamento monetário mais curto e a aceleração do afrouxamento fiscal no período pré-eleitoral devem influenciar o equilíbrio entre risco e retorno até as eleições de outubro.

Uma pesquisa divulgada pela XP na quinta-feira (28) revelou que o sentimento em relação à bolsa piorou em comparação a abril, com a renda fixa sendo a classe de ativos preferida dos clientes, seguida por ativos internacionais. As principais preocupações incluem instabilidade política, riscos fiscais e geopolíticos no Brasil.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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