Ibovespa fecha abaixo de R175 mil sem sustentar alta do dólar

Ibovespa perde força após alta tímida do dólar, reacendendo dúvidas sobre Selic neste ano.

26/08/2026 17:52

3 min

Com o ciclo de cortes da Selic, os holofotes se voltam para a renda variável
Com o ciclo de cortes da Selic, os holofotes se voltam para a re...

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta – feira, 26, com leve alta de 0,01%, atingindo os 174.586 pontos. Apesar do índice ter chegado a marcar cerca dos 175 mil pontos durante a manhã — impulsionado pela leitura mais favorável que veio no Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) —, esse movimento não conseguiu se manter até o fechamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso ocorria na Bolsa brasileira, o dólar registrava um aumento modesto de 0,22% e finalizou em R 5,15. Embora seja uma elevação discreta para moedas estrangeiras, marca já a sexta sessão consecutiva com alta cambial registrada.

Análise da inflação: Selic sob os holofotes

A queda do índice oficial foi bem recebida pelos investidores locais e gerou expectativas positivas sobre as taxas futuras dos juros básicos (Selic). Marcos Bassani, sócio – fundador e especialista por investimentos na Boa Brasil Capital, apontou que o resultado agradável pode pressionar o Banco Central (BC) a realizar um corte de taxa em setembro deste ano. “Assim temos uma maior entrada de recursos na nossa Bolsa, o que anima o mercado”, afirmou ele ao analisar dados recentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No entanto,” alertou ainda Bassani para cautela no curto prazo: quando os ativos sobem muito rapidamente, é comum ocorrer realização de lucros; portanto, seria melhor aguardar novas oportunidades antes de entrar novamente.”

Inflação local versus riscos globais

Por outro lado, Rachel de Sá, estrategista da XP Investimentos, pondera que essa leitura do IPCA-15 não altera significativamente a percepção geral sobre a inflação. Segundo ela, há um alívio momentâneo na pressão dos preços devido apenas por fatores pontuais.

“Tivemos uma deflação em alimentos ainda maior do esperado e o impacto deste mês foi também pelo bônus pago pela Itaipu à tarifa elétrica,” explicou Sá. Contudo, ressaltou ser crucial notar que esse efeito é muito localizado; com o fim desse benefício no próximo ciclo mensal haverá devolução proporcional ao recuo atual.”

O viés negativo de Nova York pesa nos ativos brasileiros

A manhã trouxe consigo a influência negativa das bolsas americanas após divulgação um índice chamado Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), cujos números ficaram acima da expectativa inicial para aquele mesmo período em 2025.

Leia também

“Essa pequena surpresa positiva foi suficiente para azedar completamente o humor do mercado. As taxas dos juros americanos voltaram e toda curva se abriu, refletindo também pressões estruturais,” pontuou Sá ao explicar que esse movimento repercutiu no Brasil durante todo o pregão diário.

O viés negativo nas principais praças globais fez os investidores adotarem uma postura mais cautelosa na compra desses ativos considerados de risco.”

Movimentação nos títulos públicos americano

No cenário internacional, houve movimentações significativas em relação aos rendimentos da renda fixa americana (Treasuries). A taxa T – Note com vencimento para dois anos subiu até 4,220%. Já a rentabilidade do título de dez anos avançou consideravelmente e chegou ao patamar de 4,654%.

A pressão sobre o mercado foi reforçada pelo aumento no índice dos Treasuries que possui prazo fixo de trinta anos; ele passou ligeiramente de 5,169% para os novos níveis marcados por 5,172%. Esses dados contribuíram diretamente para uma realização parcial em ativos brasileiros.”

Índices globais fecham com queda

“Em Nova York,” detalhou a estrategista da XP Investimentos. “O Dow Jones recuou 0,21%, fechando na marca de 53.463 pontos e o SP 500 caiu um índice mínimo de 0,02%, chegando aos seus respectivos índices”. O Nasdaq também registrou baixa no dia útil, caindo 0,08% até os níveis dos 26.130 pontos.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!