IBGE reporta que 51,3% de pessoas pretas e pardas completaram ensino médio em 2026
O aumento para 51,3% na conclusão do ensino médio entre pessoas pretas e pardas em 2026 destaca avanços na educação, embora a disparidade com brancos persista
A proporção de pessoas pretas e pardas com 25 anos ou mais que completaram o ensino médio atingiu 51,3% pela primeira vez, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 19 de janeiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Este avanço é significativo em relação ao ano anterior, quando a taxa estava em 49,7%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Crescimento na Educação Básica
Os números revelam um progresso notável na educação entre grupos étnicos historicamente marginalizados. Apesar do aumento na taxa de conclusão do ensino médio entre pretos e pardos, a disparidade em comparação aos brancos ainda é evidente. A taxa de conclusão do ensino médio para a população branca é significativamente maior, alcançando 64,9%.
Essa diferença ressalta os desafios persistentes que esses grupos enfrentam no acesso à educação de qualidade.
Além disso, o IBGE destacou que a proporção geral da população com 25 anos ou mais que finalizou a educação básica obrigatória também apresentou crescimento. Em 2025, essa taxa subiu para 57,4%, refletindo uma tendência positiva na formação educacional da população brasileira.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os dados indicam que o investimento em políticas públicas voltadas para a educação tem mostrado resultados, contribuindo para a melhoria dos índices educacionais.
Redução do Analfabetismo
Outro dado relevante apresentado pelo IBGE foi a diminuição da taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais. Em 2025, essa taxa caiu para 4,9%, representando aproximadamente 8,4 milhões de indivíduos que não sabem ler nem escrever. Este é um marco importante, pois é a primeira vez que o índice fica abaixo de 5% desde o início da série histórica em 2016.
Leia também
A redução do analfabetismo é crucial para o desenvolvimento social e econômico do país, uma vez que abre portas para melhores oportunidades de emprego e inclusão social.
A queda no analfabetismo e o aumento nas taxas de conclusão do ensino médio são reflexos das iniciativas governamentais e dos esforços conjuntos da sociedade civil em promover uma educação mais inclusiva e acessível. No entanto, ainda há muito a ser feito para garantir que todos os brasileiros tenham igualdade de oportunidades no acesso à educação.
Esses dados também levantam questões sobre as desigualdades estruturais que persistem no Brasil. A diferença nas taxas de conclusão do ensino médio entre diferentes grupos étnicos evidencia a necessidade urgente de políticas públicas focadas na equidade educacional.
O desafio agora será manter esse ritmo de crescimento e garantir que todos os cidadãos possam usufruir dos benefícios de uma educação completa e de qualidade.
O cenário atual apresenta tanto avanços significativos quanto desafios persistentes. Com as novas estatísticas do IBGE, espera-se que haja um impulso renovado nas discussões sobre como abordar essas desigualdades históricas e promover um futuro mais justo para todas as camadas da sociedade brasileira.