IBGE Apresenta: Desigualdade de Renda no Brasil Aumenta Drasticamente em 2025
Desigualdade de renda dispara no Brasil em 2025! IBGE revela abismo entre ricos e pobres com rendimentos chocantes. Saiba mais!
Desigualdade de Renda no Brasil Aumenta em 2025, Revela IBGE
Em 2025, o grupo de brasileiros que se encontra nos 10% mais ricos da população apresentou um rendimento médio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Essa cifra representa uma diferença significativa em relação aos 40% mais pobres, que tiveram um rendimento médio de apenas R$ 663 mensais.
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Essa disparidade, que já era notável, se intensificou em relação aos dados de 2024, evidenciando um cenário de crescente desigualdade econômica no país.
A relação entre os rendimentos dos grupos mais ricos e mais pobres havia sido de 13,2 vezes em 2024. Apesar desse aumento, o índice de 2025 se posiciona como o segundo menor da série histórica iniciada em 2012, demonstrando uma persistência da desigualdade na economia brasileira.
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Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio de Janeiro (RJ), após uma extensa pesquisa que analisou diversas formas de renda das famílias brasileiras.
Fatores que Influenciam a Disparidade
A pesquisa do IBGE considerou salários, bônus, aposentadorias, pensões alimentícias, bolsas de estudo, seguros-desemprego e aplicações financeiras na avaliação do rendimento das famílias. A diferença entre os grupos de renda aumentou em 2025 devido ao crescimento de 8,7% nos rendimentos dos 10% mais ricos, já descontada a inflação, em comparação com o aumento de apenas 4,7% nos rendimentos dos 40% mais pobres.
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Essa diferença se acentuou em relação aos anos anteriores, especialmente em 2019, quando o grupo mais pobre apresentou um aumento de 37,6% nos rendimentos, enquanto o grupo mais rico registrou um crescimento de 11,9%.
Análise do Mercado de Trabalho e Programas Sociais
O analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, atribui a redução da desigualdade nos últimos anos ao mercado de trabalho e aos programas sociais do governo. Ele destaca que o reajuste salarial mínimo e a expansão desses programas contribuíram para o aumento dos rendimentos das classes de menor renda.
A pandemia de COVID-19, em 2020, trouxe mudanças significativas, com o governo federal ampliando a abrangência e o valor do Bolsa Família, um benefício social que antes recebia nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil.
Desigualdade Regional e Índice de Gini
A pesquisa também revelou a desigualdade regional de renda no Brasil. Enquanto os 40% mais pobres apresentam um rendimento médio de R$ 663 por pessoa, estados como o Sul (R$ 978), o Centro-Oeste (R$ 846) e o Sudeste (R$ 842) apresentam valores superiores.
Já o Nordeste (R$ 449) e o Norte (R$ 490) registram rendimentos abaixo da média nacional. O Distrito Federal se destaca com a maior disparidade entre os rendimentos dos grupos, com uma relação de 19,7 vezes. A pesquisa também apontou que 22,7% das famílias brasileiras, ou seja, 18 milhões de domicílios, recebiam algum tipo de benefício social em 2025.
O Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, também apresentou um aumento em 2025, atingindo 0,511, o segundo menor valor da série histórica iniciada em 2012. O analista Gustavo Fontes considera que o comportamento do último ano não configura uma tendência de aumento, indicando uma estabilidade próxima do nível mínimo.