Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Margem Equatorial
Petrobras terá 30 dias para apresentar o cronograma atualizado e deverá revisar a análise de riscos ambientais em uma área sensível da costa amazônica.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas do Amapá. A decisão consta de um documento visto pela Reuters nesta sexta – feira (4.
A autorização amplia as atividades da empresa em uma área ambientalmente sensível da costa amazônica do Brasil. Os novos poços serão usados para verificar se a recente descoberta de petróleo feita pela Petrobras na região tem viabilidade comercial.
Licença impõe novas exigências à Petrobras
O documento foi assinado nesta quinta – feira pelo diretor – geral do Ibama, Jair Schmitt. A decisão determina que a Petrobras entregue um cronograma de perfuração atualizado em até 30 dias após o recebimento da licença.
Para manter a autorização, a empresa também terá de cumprir condições previstas pelo órgão ambiental. Entre elas está a atualização da análise de riscos ambientais do projeto.
A exploração da Margem Equatorial divide o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. De um lado, estão as preocupações com os possíveis impactos ambientais; de outro, a Petrobras afirma que precisa repor suas reservas de petróleo.
Descoberta foi celebrada por Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta de petróleo no mês passado. Dias depois, ele viajou para o Estado de Amapá, no norte do país, e classificou o resultado como “um passaporte para o futuro deste país”.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou anteriormente que, caso a descoberta seja considerada comercialmente viável, a produção poderá começar dentro de sete anos.
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A Margem Equatorial é tratada pela Petrobras como sua fronteira de exploração mais promissora. A formação geológica da região é semelhante à dos blocos na Guiana, onde a Exxon Mobil desenvolve grandes campos de petróleo.
Vazamento durante perfuração gerou preocupação
No início deste ano, houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço. O episódio aumentou a preocupação entre os povos indígenas sobre os efeitos que um possível boom petrolífero poderia provocar no Amapá.
O Estado ainda é amplamente coberto pela floresta amazônica intocada. Por isso, a autorização dos novos poços mantém o debate entre a busca por petróleo e as exigências de proteção ambiental na costa amazônica do Brasil.