Oleoduto Leste-Oeste volta a ser alvo e preocupa por ser rota alternativa ao Estreito de Ormuz
Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram na segunda-feira ataques contra estações de bombeamento de petróleo bruto do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, e contra o aeroporto de Riade. O anúncio coincide com a preparação de uma reunião entre autoridades de alto escalão da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão com representantes iranianos em Teerã.
Pelo Telegram, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que as forças houthis atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid com um míssil balístico. Segundo ele, o ataque foi preciso.
Houthis atacam infraestrutura de petróleo e aeroporto
Saree afirmou que os houthis também atacaram as estações de bombeamento sauditas com drones. Ele descreveu a ação como feita com “precisão”, embora o grupo não tenha apresentado provas independentes.
O oleoduto já havia sido fechado temporariamente no mês passado, depois de sofrer ataques de drones vindos do Iraque. Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, a estrutura passou a ter peso central para o reino, já que permite desviar o petróleo quando o Irã, na prática, bloqueia o Estreito de Ormuz.
Os houthis também disseram ter feito duas operações contra “posições de tropas sauditas e depósitos de armas” nas províncias de Aden e Lahij, no sul do Iêmen. De acordo com o grupo, as ações causaram “dezenas de baixas entre as forças inimigas”.
Coalizão liderada por sauditas responde com ofensiva
Até a publicação, a Arábia Saudita não havia confirmado os ataques reivindicados pelos houthis. Antes disso, porém, a coalizão liderada pelos sauditas informou ter realizado uma “operação militar qualitativa” em resposta aos ataques recorrentes do grupo apoiado pelo Irã.
Turki al-Malki, porta-voz das Forças da Coalizão liderada pela Arábia Saudita, afirmou em comunicado, também na segunda-feira, que as ações mais recentes destruíram túneis houthis, lançadores de mísseis balísticos e um depósito de mísseis.
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Pacto de Meca ganha peso em meio à troca de ataques
A escalada acontece enquanto Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, países que formam o Pacto de Meca, se preparam para se reunir com representantes iranianos em Teerã. Segundo a imprensa estatal iraniana, a pauta é a coordenação regional.
Criado em agosto, o pacto busca organizar a cooperação em defesa e segurança entre os três países. Pelo acordo, cada integrante deveria intervir se outro fosse atacado, em modelo parecido com o da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
No início deste mês, os três países disseram que colocariam imediatamente em prática seus compromissos de defesa coletiva e que enviariam forças e recursos militares à Arábia Saudita com rapidez. A Arábia Saudita vem sendo alvo dos houthis, apoiados pelo Irã, nas últimas semanas.
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