Homem morre ao cair do 14º andar ao fugir de cárcere privado em Londrina; MP denuncia quatro

Quatro pessoas são denunciadas por homicídio qualificado e fraude processual após vítima cair do 14º andar ao tentar fugir.

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A denúncia foi apresentada pela 16ª Promotoria de Justiça de Londrina, do Ministério Público do Paraná (MPPR) | Foto: Reprodução/CNN Brasil
A denúncia foi apresentada pela 16ª Promotoria de Justiça de Lon...
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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou na última quinta-feira (17) quatro pessoas investigadas pela morte de um jovem de 27 anos que caiu do 14º andar de um prédio em Londrina, no Norte do Paraná. O caso ocorreu em 14 de agosto deste ano.

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Segundo o MP, a vítima morreu enquanto tentava escapar do apartamento onde era mantida em cárcere privado e sofria agressões físicas e psicológicas. Na tentativa de fuga, o homem cortou a tela de proteção da janela, mas perdeu o equilíbrio e caiu.

Conforme a denúncia, ele estava no imóvel desde o dia 13 de agosto e foi obrigado a ingerir comprimidos sedativos enquanto permanecia preso.

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Relação com moradora e motivação do crime

De acordo com o MPPR, o jovem frequentava o apartamento por manter um relacionamento com uma das moradoras do local. Os quatro denunciados viviam juntos no imóvel onde o crime aconteceu. As investigações apontam que o grupo cobrava uma dívida de R$ 800 da vítima e queria que ela informasse sobre uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil — os suspeitos acreditavam que o rapaz a havia furtado.

O cárcere privado começou em 13 de agosto. Durante as horas em que ficou retido, o jovem foi submetido a violências físicas e psicológicas. Os investigadores descobriram que os agressores o forçaram a tomar medicamentos sedativos.

Os denunciados tinham entre 22 e 24 anos na época dos fatos. Todos foram denunciados por tortura qualificada pelo resultado morte, com aumento de pena em razão do sequestro ou cárcere privado, e também por fraude processual.

Alteração da cena do crime e tentativa de ocultação

Após a queda da vítima, os quatro homens teriam alterado o local para simular um suicídio e esconder as agressões. Segundo a denúncia do MPPR, imagens que mostravam as violências, registradas nos celulares dos envolvidos, foram apagadas. Os documentos pessoais do jovem também foram descartados em uma lixeira pública.

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Além disso, os denunciados fecharam a janela do apartamento e colocaram um colchão na porta de entrada, numa tentativa de dificultar o acesso das forças de segurança ao imóvel.

O MPPR também pediu que seja fixado um valor mínimo de R$ 40 mil para reparação por danos morais aos familiares da vítima — R$ 10 mil para cada denunciado.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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