Hezbollah denuncia acordo com Israel após ataques no Líbano

Hezbollah denuncia acordo com Israel após ataques no Líbano, acusa pacto de minar soberania nacional e interesses libaneses.

Ataque aéreo israelense à vila de Nabatieh al-Faouqa, no sul do Líbano, em 5 de julho de 2026

O Exército de Israel realizou novos ataques aéreos no sul do Líbano neste domingo (5), em um cenário já tenso e marcado por disputas sobre acordos diplomáticos frágeis.

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A escalada militar ocorre enquanto figuras políticas libanesas questionam veementemente o pacto assinado entre o governo local e israelenses; ao mesmo tempo que os bombardeios continuaram, elevando preocupações com as baixas acumuladas na região desde março deste ano.

Rejeição política complica acordo frágil

Em meio à tensão crescente causada pelos disparos militares de Israel, Hassan Fadlallah, parlamentar pelo Hezbollah, criticou duramente o recente acordo. Segundo ele, a negociação carece totalmente de “qualquer validade constitucional, legal ou nacional” no Líbano.

O político argumenta ainda mais sobre como este aparente pacto apenas consolida uma ocupação israelense contínua e impede que processos legais internacionais sejam movidos contra Tel Aviv. Além disso, segundo sua análise, nenhuma cláusula do documento atende efetivamente aos interesses nacionais libaneses.

Fadlallah enfatizou publicamente que essa situação não permitirá à Resistência Islâmica ser implementada; declarando firmemente que “a resistência permanecerá e continuará a operar”. Ele fez um chamado às autoridades locais para respeitarem o direito constitucional de autodefesa do Estado Ataques em diversas regiões levantam preocupações

As informações da Agência Nacional de Notícias (NNA) relataram ataques específicos ocorrendo na região sul. Foram registrados disparos nas áreas de Al – Tayri, no distrito de Bint Jbeil, além dos municípios Qantara, al – Hariq — situado entre Kfar Tebnit e Nabatieh —, ao fawqa e nos arredores de Al – Mansouri.

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O dia também viu relatos adicionais sobre a violência: helicópteros realizaram disparos contra Majdal Zoun, que pertence ao distrito de Tiro; enquanto artilharia bombardeou Deir Siryan, localizado em Marjayoun. O canal NBN noticiou ainda tiros semelhantes direcionados à cidade vizinha Baraashit na província de Nabatieh.**

Em um contexto paralelo aos ataques reportados pela imprensa local – incluindo os registros do sul –, o presidente Joseph Aoun declarou publicamente estar aguardando “qualquer solução ou acordo” para tirar as forças libanesas das guerras, mesmo não sendo entusiasta da relação com Israel.

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Somado a todos esses confrontos e bombardeiros desde 2º de março, dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês apontam que houve vítimas fatais em número alarmante. O total acumulado é de no mínimo 4.304 pessoas mortas e mais de 12.203 feridosOs eventos reforçam um quadro complexo na região do Líbano onde tensões políticas internas se misturam diretamente aos conflitos militares internacionais envolvendo o Exército israelense.