Haddad defende fim do sigilo sobre investigações do Banco Master antes das eleições 2026

A cobrança ocorre após o PT enviar petição a Edson Fachin por transparência e isonomia nos processos relatados por André Mendonça no STF.

Fernando Haddad (PT), ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, defendeu nesta terça – feira (8) o fim do sigilo sobre a totalidade das investigações relacionadas ao Banco Master antes das eleições 2026, marcadas para começar em 4 de outubro. A declaração foi dada durante entrevista na manhã desta terça – feira (8) ao jornal Nova Brasil.

Haddad afirmou que a divulgação dos dados é necessária para que os eleitores tenham acesso às informações antes da votação. Para ele, a abertura dos inquéritos deve alcançar todos os casos que tramitam na Corte e envolvem o Banco Master.

Haddad cobra abertura dos inquéritos

Durante a entrevista, o candidato repercutiu a ação que apura mensagens trocadas entre o ex – banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. O caso é conduzido pelo também ministro André Mendonça.

Ao comentar o sigilo do procedimento, Haddad questionou por que o inquérito ainda não teve seus dados divulgados. “Por que o inquérito do não tem seu sigilo levantado? Para a política, é o mais importante, e ?”, afirmou ele ao jornal Nova Brasil.

O candidato também defendeu que outros inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal sejam tornados públicos. A avaliação apresentada por Haddad é que a divulgação deve ocorrer antes das eleições 2026, para evitar que informações relevantes sejam conhecidas apenas depois do processo eleitoral.

“Sou a favor de saber tudo o que está acontecendo, tudo, antes das eleições. Porque pode ser tarde, muito tarde”, completou Haddad durante a entrevista.

Petição do PT foi enviada a Edson Fachin

Na última semana, o PT (Partido dos Trabalhadores) encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma petição sobre os processos que envolvem o Banco Master. O documento pede isonomia e transparência no julgamento dos casos.

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A solicitação também requer que o relator do caso, o ministro Mendonça, adote uma “postura isonômica” na análise dos processos relacionados ao banco. O partido defende que os procedimentos sigam critérios iguais durante a tramitação na Corte.

A petição pede ainda a queda dos sigilos das investigações sobre o Master e sobre o financiamento do filme. A medida defendida pelo PT se soma à cobrança feita por Haddad para que as informações sejam disponibilizadas antes do início das eleições 2026.

Na prática, Haddad e o PT sustentam que a transparência dos procedimentos é necessária para que os casos envolvendo o Banco Master sejam conhecidos durante o período eleitoral, e não somente após 4 de outubro.