Caiado chama de “corajosa” decisão de André Mendonça que afastou diretor-geral da PF

A medida também afastou Leandro Almada e ocorre em meio à análise de relatórios atribuídos a André Mendonça sobre Moraes e outras autoridades.

08/09/2026 11:21

3 min

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) classificou como “corajosa” a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que afastou o diretor – geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. A manifestação ocorreu nesta terça – feira (8), após a medida tomada pelo magistrado.

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Caiado afirmou que a decisão representa uma atuação firme das instituições. “Mais uma decisão firme e corajosa do ministro André Mendonça. Quem me conhece sabe que sempre defendi lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização”, escreveu.

Decisão de André Mendonça no STF

Na avaliação do candidato, órgãos de Estado devem atuar com independência e respeito à Constituição. “As instituições de Estado precisam agir com tal imparcialidade e respeito rigoroso à Constituição. É assim que uma autoridade de verdade exerce o seu papel”, declarou Caiado.

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Ele também defendeu uma postura mais rigorosa do Supremo Tribunal Federal e de outras instituições. “O Brasil precisa de postura firme no STF e em qualquer outra instituição do país!”, concluiu.

A decisão de Mendonça também determinou o afastamento do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A medida foi tomada nesta terça – feira (8), depois de o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios apontam um “”, realizado por mais de 30 dias, sobre a atuação dele e de outras autoridades, entre elas o advogado – geral da União, Jorge Messias. A decisão afirma que Moraes teria tido “notícias da existência” dos documentos antes de utilizá – los.

Os relatórios também teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no “Inquérito das Fake News”. O julgamento está suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que solicitou mais tempo para analisar o caso. Mesmo sem a proclamação do resultado colegiado, o afastamento preventivo continua válido por ser uma decisão liminar.

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Depoimento de Daniel Vorcaro

Na semana passada, a informou que Daniel Vorcaro declarou, em depoimento, que as negociações para uma delação premiada não avançaram porque envolveriam Andrei Rodrigues. O depoimento ocorreu no gabinete de André Mendonça, sem a participação da PF.

Vorcaro disse que Andrei viajou com ele para eventos e que os dois tiveram uma relação pretérita. Na avaliação do ex – dono do Banco Master, essa relação teria levado delegados da Polícia Federal a não ouvirem seu depoimento.

Ele afirmou que não houve abertura para ser escutado e que existem pessoas interessadas em impedir a divulgação dos fatos que pretende revelar. Vorcaro também declarou que uma eventual delação premiada envolveria “pessoas de um núcleo político”.

No mesmo depoimento ao gabinete de André Mendonça, Vorcaro indicou que estaria disposto a tentar novamente uma colaboração premiada. Desta vez, a proposta incluiria elementos sobre sua relação com o diretor – geral da PF.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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