Haddad defende direito de defesa de Jaques Wagner após operação da Polícia Federal

Haddad reafirmou a importância da ética na política e da aplicação da lei, destacando a transparência nas investigações sob o governo Lula

Fernando Haddad deixou o comando do Ministério da Fazenda em março de 2026

Haddad defende direito de defesa de Jaques Wagner após operação policial

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, comentou nesta sexta-feira (19) sobre a operação que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na quinta-feira (18), investiga fraudes relacionadas ao Banco Master e envolve supostos benefícios indevidos recebidos por Wagner e sua família.

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Declarações de Haddad em defesa da aplicação da lei

Em entrevista ao podcast Kritikê, Haddad enfatizou que, mesmo sendo próximo a Jaques Wagner, é fundamental que a lei seja aplicada sem favorecimentos. Ele declarou: “A lei tem que ser aplicada independente de torcida”. O ex-ministro ressaltou a importância de manter a ética na política e afirmou que lamentaria se um amigo estivesse envolvido em irregularidades, mas que isso não deve impedir a justiça de ser feita.

Haddad também comentou sobre a atuação das instituições sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele destacou que as investigações estão sendo conduzidas com transparência e imparcialidade, diferente do que teria ocorrido durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O presidente Lula não está trocando superintendentes da Polícia Federal para proteger familiares”, criticou.

Implicações para Flávio Bolsonaro e a crise do Banco Master

Ainda na mesma entrevista, Haddad tentou relacionar a crise envolvendo o Banco Master com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando áudios vazados sobre uma produção cinematográfica relacionada ao ex-presidente. O pré-candidato pediu mais esclarecimentos do senador sobre o uso de recursos públicos e sugeriu que operações da Polícia Federal deveriam ser consideradas no caso.

Segundo Haddad, os valores solicitados por Flávio para uma produção “série B” não justificariam os R$ 134 milhões demandados, levantando suspeitas sobre o destino dos recursos.

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Detalhes da Operação Compliance Zero

A 9ª fase da Operação Compliance Zero resultou na execução de 18 mandados de busca e apreensão em diferentes locais, incluindo Bahia, São Paulo e o Distrito Federal. Além das buscas, foram impostas medidas cautelares como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

A operação teve início em novembro de 2025, com a prisão inicial de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

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A defesa de Augusto Ferreira Lima, um dos envolvidos na investigação, alegou que as ações policiais são desnecessárias e negou qualquer prática ilícita. Em comunicado à CNN Brasil, afirmaram que suas atividades sempre respeitaram as leis do sistema financeiro.

Por sua vez, Jaques Wagner reafirmou sua inocência, destacando que não é réu ou acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Ele ainda afirmou que os valores apreendidos pela Polícia Federal são provenientes de diárias legais durante missões internacionais e mantém confiança nas investigações em curso.