Haddad critica vazamento de dados sigilosos após críticas à PF

Haddad denuncia vazamento de dados sigilosos após críticas à Polícia Federal, alertando para riscos na Justiça brasileira (2026).

Fernando Haddad participou de sabatina, realizada por Uol e Folha de S. Paulo | Reprodução/YouTube/@uol – 24.ago.2026

O candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo criticou o vazamento recente de dados sigilosos provenientes de investigações judiciais na última terça – feira, dia 24 de agosto de 2026.

Apesar das críticas à exposição indevida dessas informações confidenciais, Haddad manteve uma declaração sobre sua confiança nas instituições policiais brasileiras, citando especificamente a Polícia Federal (PF). O petista foi questionado também após um advogado ter sugerido que haveria perseguição dentro da corporação contra seu cliente e filho do presidente Lula, Fábio Luís.

Críticas aos Vazamentos no Sistema Judiciário

Durante o debate realizado pelo UOL e pela Folha de SPaulo, ele afirmou concordar com Carvalho ao dizer que “não se pode combater crime com outro crime”. Ele fez referência às suspeitas recentes envolvendo novos vazamentos em casos ligados à investigação sobre Lulinha.

“Não é bom que alguém afoito no sistema de Justiça cometam algum tipo de delito para tentar desvirtuar um processo”, declarou Haddad. O candidato alertou ainda que não seria possível ignorar como “a polarização atravessa as instituições”.

A Confiança nas Instituições Federais

Segundo o petista paulistano, cabe aos cidadãos agirem ativamente para impedir que os conflitos políticos cheguem ao papel do Estado na função investigativa. Ele elogiou André Mendonça por ter aberto uma apuração sobre exatamente esse vazamento informativo.

No entanto, ele fez questão de delimitar sua confiança: “Confio muito da PF enquanto instituição; mas isso jamais significa que todos e cada um dos integrantes sejam corretos”. Haddad concluiu a fala ponderando também que se há erros em qualquer juiz individualmente envolvido não podem comprometer totalmente a credibilidade geral no Judiciário brasileiro.

Investigações Envolvendo Marcola e Lulinha

Em paralelo aos debates políticos, o foco das investigações segue nos casos envolvendo figuras próximas ao núcleo petista. No caso do ex – chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro — conhecido como Marcola—, os dados com valores precisos ainda estão sob custódia da Polícia Federal (PF.

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A reportagem apurou transferências financeiras para ele que foram estimadas na casa dos R 80 mil; embora não seja possível determinar a razão ou se houve ilegalidade no pagamento. O Poder360 confirmou essa existência junto à família e fontes familiarizadas.

O Caso Roberta Luchsinger

Outro ponto central é o envolvimento em investigações envolvendo empresários, incluindo Roberto Luchsinger. Ela foi vista prestando serviços ao setor de saúde pública nos últimos anos além de manter laços próximos com Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha.

Em maio de 2026, ela havia mencionado ter apresentado Lulinha para atendimento do Careca do INSS por “boa educação”, negando qualquer intermediação comercial entre os dois lados na época. Apesar disso, mensagens apreendidas mostram que tanto a defesa quanto jornalistas noticiaram discussões sobre operações comerciais e até mesmo onde guardar dinheiro fora do alcance fiscal brasileiro.

Defesas dos Envolvidos. As defesas foram rápidas em se posicionar. A assessoria de Marcola divulgou nota criticando o vazamento como um esforço com objetivo claro de distorcer fatos ou interferir no processo eleitoral; segundo eles, quaisquer valores mencionados eram referentes apenas a empréstimos pessoais integralmente quitados.

Por sua vez, os advogados ligados ao caso Lulinha voltaram às críticas pelo que consideram ser mais um “vazamento criminoso” das investigações.

A matéria também mencionou outros nomes sob investigação: Luxemburgo foi apontado por suspeitar ter recebido uma mesada estimada em R 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo atualmente de três inquéritos diferentes na Justiça brasileira.